terça-feira, 27 de setembro de 2016

NATUREZA DOS SACRAMENTOS

Que se entende pela palavra Sacramento?


Pela palavra Sacramento entende-se um sinal sensível e eficaz da graça, instituído por Jesus Cristo, para santificar as nossas almas.
O Catecismo Romano, entre outras definições, assim apresenta os sentidos da palavra Sacramento:
“No sentido profano,(…) a palavra Sacramento era utilizada para designar “compromisso militar”, o juramento, pelo qual os soldados se comprometiam a servir fielmente ao Estado”.
“No sentido religioso genérico, (…) a palavra “sacramento” era utilizada para designar coisa sagrada, que se oculta ao olhar, corresponde este sentido aos que os Padres Gregos exprimiam com o termo “mistério” . 
Santo Agostinho, assim define um sacramento: “Sacramento é o sinal de uma coisa sagrada”.


Por que chamais aos Sacramentos sinais sensíveis e eficazes da graça?


Porque todos os Sacramentos significam, por meio de coisas sensíveis, a graça divina que eles produzem na nossa alma.
“No sentido religioso especifico… Por esse motivo, os Doutores Latinos  assentaram que havia propriedade em chamar-se “Sacramentos” certos sinais sensíveis, que produzem a graça, ao mesmo tempo que a designam exteriormente, e, a tornam quase visível aos olhos. Podem também chamar-se “Sacramentos, na opinião de São Gregório, porque a Onipotência  divina neles opera ocultamente a salvação, sob o véu de coisas corpóreas. ” 

Explicai com um exemplo como os Sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça.
No Batismo, o ato de derramar a água sobre a cabeça da pessoa, e as palavras: Eu te batizo, isto é, eu te lavo, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, é um sinal sensível do que o Batismo opera na alma; porque, assim como a água lava o corpo, assim a graça, dada pelo Batismo, purifica a alma do pecado.

Quantos e quais são os Sacramentos?

Os Sacramentos são sete, a saber: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Extrema-Unção, Ordem e Matrimônio.

Quais são os elementos para um Sacramento?

Os sacramentos requerem-se a matéria, a forma, e o ministro, que tenha intenção de fazer o que faz a Igreja.

O que é necessário para se receber um Sacramento?

“O Batismo é chamado <Porta do Céu> porque sem ele ninguém se salva. É também a <Porta dos Sacramentos>, pois sem ele nenhum outro Sacramento se recebe validamente. Assim, o Batismo é sem dúvida, o passo inicial para recepção dos demais sacramentos (…). De necessidade absoluta para a eterna salvação, o Batismo deve ser recebido o quanto antes: concede-se o prazo de quinze dias”.

Qual é a matéria dos Sacramentos?

A matéria dos Sacramentos é a coisa sensível que se emprega para os fazer, como, por exemplo, a água natural no Batismo, ou o óleo e o bálsamo na Confirmação. Ou ainda o Pão de Trigo e o Vinho de Uvas na Eucaristia.

Que é a forma dos Sacramentos?
A forma dos Sacramentos é as palavras que se proferem para os fazer.

Quais são os motivos para a instituição dos Sacramentos?
“Existem algumas razões ou motivos para a instituição dos Sacramento, a saber: 1) a fraqueza do espirito humano; 2) maior confiança nas promessas divinas; 3) pronta medicação da alma pela Paixão de Cristo; 4) senha e divisa para distinguir os fiéis; 5) profissão pública de fé; 6) aumento do amor fraterno; e 7) repressão do orgulho.” 

DUPLA FINALIDADE DOS SACRAMENTOS – (Catecismo de Trento)

Em primeiro lugar, que se compreenda quanto esses dons divinos e celestiais são dignos de honra, respeito e veneração.
Em segundo lugar, que os fiéis os recebem com a fé e devoção por serem os meios que a misericórdia divina institui para a salvação geral de todos os cristãos; que se inflamem de tal desejo da perfeição cristã, que para eles seja grande perda ficarem, por algum tempo, privados dos Sacramentos, principalmente do uso tão salubérrimo da Penitência e da Eucaristia.
Estes dois fins serão alcançados, sem maior dificuldade, se muitas vezes recordarmos entre outras coisas a origem Divina, e a utilidade dos Sacramentos.
Primeiro, que foram instituídos por Nosso Senhor e Salvador, de quem só nos pode vir o que há de mais perfeito. Depois, que na sua administração se faz sentir a onipotência do Espirito Santo, que logo penetra o íntimo de nossos corações com Sua graça eficacíssima. 
Mais ainda, que os Sacramentos são dotados de uma virtude admirável e infalível para curarem as nossas almas; e que por eles chegam até nós as imensas riquezas da Paixão de Nosso Senhor. 
Por fim, comprovemos que todo o edifício do cristianismo, apesar de assente no fundamento inabalável da pedra angular, viria em grande parte a tremer e ruir por terra, se o não sustentasse de todos os lados, a pregação da palavra de Deus e o uso dos Sacramentos.
Assim como os Sacramentos nos fazem entrar na vida da graça, assim também são a bem dizer um alimento que nos sustenta, conserva, e faz crescer.

DO CARÁTER QUE IMPRIMEM ALGUNS SACRAMENTOS

Quais os Sacramentos que se podem receber uma só vez?
São três Sacramentos: o Batismo, a Confirmação e a Ordem.

Por que estes três Sacramentos, o Batismo, a Confirmação e a Ordem, só se podem receber uma vez?
Estes três Sacramentos só se recebem uma vez porque imprimem caráter na alma.

Que é o caráter que cada um destes três Sacramentos imprime na alma?
O caráter impresso na alma em cada um destes três Sacramentos é um sinal espiritual que nunca se apaga.

Para que serve o caráter que estes três Sacramentos imprimem na alma?
O caráter que estes três Sacramentos imprimem na alma serve para nos distinguir: no Batismo, como membros de Jesus Cristo; na Confirmação, como seus soldados; na Ordem, como seus ministros.

Em suma, os sacramentos são um caminho que nos permite viver na graça santificante de Nosso Senhor Jesus Cristo e nos permite almejar a Salvação de nossa alma.

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Catecismo Romano, Frei Leopoldo Pires Martins, O.F.M, 205-206, 1951 (Versão de 1566).
Os Doutores Latinos são: São Gregório Magno, Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Jerônimo. 
No princípio criou Deus os céus e a terra; E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz; e houve luz.(Gen 1.1-3), eis um exemplo de Sua onipotência, criou todas as coisas. Evidencia cientifica no link https://www.youtube.com/watch?v=xeyNdP1yRv4&feature=youtu.be – Titulo A Teoria do Big Bang e o relato bíblico da Criação no youtube pelo professor Gerald Schroeder
Catecismo Romano, Frei Leopoldo Pires Martins, O.F.M, 206, 1951 (Versão de 1566).
Missal Romano Cotidiano, Latim-Português, Edições Paulinas, 1959.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Fazei-me instrumento de vossa paz!

São Francisco de Assis, diante dos Muçulmanos, se ofereceu para uma prova de fogo, pedindo aos sacerdotes muçulmanos que entrassem numa fogueira com ele: "Eu e teus sacerdotes (...)". Pouco se importando com o resultado, a confiança em Deus sempre foi maior.

Às vezes, tenho a nítida impressão de que o que antes era coragem cristã deu lugar a uma espécie de sentimento frouxo, de uma alegria boba, como se nossa fé se resumisse a cantar musiquinhas e fazer dancinhas de roda. Gritando: “Vai bumbum, vai bumbum.” Quem nunca? Esse movimento tem outro nome chama-se "movimento Hippie" e nem de longe pode ser considerado Catolicismo.

A invocação do amor que vemos hoje, o amor a todo o custo, deixou a muito tempo de ser amor, tornou-se um espírito de covardia ao extremo, que faz com que a maioria de nós sequer tenha coragem de dizer a verdade ao próximo (a quem amamos) para não magoá-lo, preferirmos a mentira, para nós mesmos e para o mundo. Mas, nos escondemos atrás da palavra amor para fugir da verdade.

Sei de um Francisco contrariou o mundo, em tudo, inclusive em seu amor por Cristo. Que ouviu um chamado forte em sua alma, um chamado que dizia: “Francisco, restaura minha casa decadente (...).”

Francisco tinha amor pela pobreza em todos os aspectos, mas elevou sua alma a Deus  na busca pelos tesouros do céu, pois a pobreza de alma não é virtude.

Dois anos antes da sua morte, São Francisco retirou-se para o monte Alverne, onde começou um jejum de quarenta dias em honra de São Miguel. Foi aí que, no meio de vigílias e duma incessante oração, ele viu um serafim de asas flamejantes, cujos pés e mãos estavam pregados a uma cruz, ao mesmo tempo que cinco chagas semelhantes as de Jesus, se formavam nos seus pés, mãos e lado; da chaga do lado escorria sangue. Estes estigmas foram, depois, de tal modo bem verificados, que os franciscanos lhe celebraram a memória a partir do século XIV; o Papa Clemente IX, em 1669, estendeu esta festa a toda Igreja. (Missal Romano Quotidiano, Latim-portugues, 1963)
Eis um texto de uma pregação de São Francisco: “Todos aqueles que viram Jesus na Sua carne mas não O viram segundo o Espírito e na Sua Divindade, e que não acreditaram que Ele era realmente o Filho de Deus, são condenados. Também são condenados aqueles que vêem o Santíssimo Sacramento do Corpo de Cristo, que é consagrado sobre o altar com as próprias palavras do Senhor e pelas mãos do sacerdote sob as espécies do pão e do vinho, mas não vêem nelas o Espírito e a Divindade, nem acreditaram que é, na realidade, o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.” Texto Extraído do artigo: S. FRANCISCO DE ASSIS ESTAVA TOTALMENTE EMPENHADO NA CONVERSÃO DAS ALMAS.
Voltando ao inicio do texto, os Muçulmanos não tiveram coragem de entrar na fogueira com São Francisco. E após este colóquio São Francisco foi convidado a permanecer um tempo com o sheik e seus sacerdotes. Ele respondeu a eles: “Se não vão se converter, eu não tenho mais nada a fazer aqui e peço que me deixem ir...”. Sim, porque como ensinou Santo Agostinho, um debate sem a sincera busca pela verdade é inútil, não sei se com essas palavras, mas definitivamente com este mesmo sentido.

A busca incessante de São Francisco pela purificação das almas era grande, muito diferente do que se percebe nos dias de hoje, onde o Francisco que nos apresentam se parece muito mais com um fora da lei revolucionário, e não alguém obediente a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Um trecho da vida do santo demonstra a sua preocupação com a salvação das almas, acima de qualquer outra coisa:
“Uma noite, entrando São Francisco de Assis na pequena Igreja da Porciúncula encontrou-a toda iluminada. Admirado pelo prodígio, avançou de alguns passos, divisando, no meio do côro de anjos, Jesus com a Santíssima Virgem.
– Pede-me o que desejares. - Disse Jesus a Francisco.
– Senhor – respondeu o Santo –, peço-vos que concedais o perdão a todos os fiéis que, arrependidos de seus pecados vierem rezar nesta Igreja.
Jesus concedeu, pela intercessão de Nossa Senhora, o grande privilégio, que foi depois confirmado pelo Papa Honório III. Chama-se atualmente perdão de Assis ou Indulgência da Porciúncula.” (Catecismo Ilustrado de São Pio X)

Em tempos de amplo debate social e preocupação com uma vida melhor, o Santo pode nos ensinar que o sofrimento da terra é uma paga importante para alcançar a vida eterna, e que devemos, acima de tudo buscar agradar a Nosso Senhor. Para alcançar a Paz, somente por intermédio daquele que transmite a verdadeira Paz, Nosso Senhor Jesus Cristo! Fazei-nos Instrumentos da verdade Paz!

sábado, 24 de setembro de 2016

Fatos da vida de São Francisco de Assis.

São Francisco de Assis


Uma noite, entrando São Francisco de Assis na pequena Igreja da Porciúncula encontrou-a toda iluminada. Admirado pelo prodígio, avançou de alguns passos, divisando, no meio do côro de anjos, Jesus com a Santíssima Virgem.
– Pede-me o que desejares, disse Jesus a Francisco.
– Senhor –, respondeu o Santo –, peço-vos que concedais o perdão a todos os fiéis que, arrependidos de seus pecados vierem rezar nesta Igreja.
Jesus concedeu, pela intercessão de Nossa Senhora, o grande privilégio, que foi depois confirmado pelo Papa Honório III. Chama-se atualmente perdão de Assis ou Indulgência da Porciúncula.
        Fonte: Catecismo ilustrado de São Pio X - 1955




Impressão dos ESTIGMAS de São Francisco

Dois anos antes da sua morte, São Francisco retirou-se para o monte Alverne, onde começou um jejum de quarenta dias em honra de São Miguel. Foi ai que, no meio de vigílias e duma incessante oração, ele viu um serafim de asas flamejantes, cujos pés e mãos estavam pregados a uma cruz, ao mesmo tempo que cinco chagas semelhantes ás de Jesus, se formavam nos seus pés, mãos e lado; da chaga do lado escorria sangue. Estes estigmas foram, depois, de tal modo bem verificados, que os franciscanos lhe celebraram a memória a partir do século XIV; o Papa Clemente IX, em 1669, estendeu esta festa a toda Igreja.

Missal Romano Quotidiano (Latim-Português) - 1963

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