terça-feira, 30 de agosto de 2016

Tarde Te Amei por Santo Agostinho

Todos nós precisamos de um guia quando se trata de vida de oração, em especial aquelas que estão ingressando nela agora. Graças a Deus Santo Agostinho nos deixou diversas formas para nos ajudar.


Santo Agostinho, Confissões 10, 27-29


1. Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova… Tarde Te amei! Trinta anos estive longe de Deus. Mas, durante esse tempo, algo se movia dentro do meu coração… Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava… Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou, porque Tu me deixaste conhecer-Te. Entrei no meu íntimo sob a Tua Guia e consegui, porque Tu Te fizeste meu auxílio.

2. Tu estavas dentro de mim e eu fora… “Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior”. Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar cada vez mais d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava… Eis que estavas dentro e eu fora! Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Estavas comigo e não eu Contigo…

3. Mas Tu me chamaste, clamaste por mim e Teu grito rompeu a minha surdez… “Fizeste-me entrar em mim mesmo… Para não olhar para dentro de mim, eu tinha me escondido. Mas Tu me arrancaste do meu esconderijo e me puseste diante de mim mesmo, a fim de que eu enxergasse o indigno que era, o quão deformado, manchado e sujo eu estava”. Em meio à luta, recorri a meu grande amigo Alípio e lhe disse: “Os ignorantes nos arrebatam o céu e nós, com toda a nossa ciência, nos debatemos em nossa carne”. Assim me encontrava, chorando desconsolado, enquanto perguntava a mim mesmo quando deixaria de dizer “Amanhã, amanhã”… Foi então que escutei uma voz que vinha da casa vizinha… Uma voz que dizia: “Pega e lê. Pega e lê!”.

4. Brilhaste, resplandeceste sobre mim e afugentaste a minha cegueira. Então corri à Bíblia, abri-a e li o primeiro capítulo sobre o qual caiu o meu olhar. Pertencia à carta de São Paulo aos Romanos e dizia assim: “Não em orgias e bebedeiras, nem na devassidão e libertinagem, nem nas rixas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,13s). Aquelas Palavras ressoaram dentro de mim. Pareciam escritas por uma pessoa que me conhecia, que sabia da minha vida.

5. Exalaste Teu Perfume e respirei. Agora suspiro por Ti, anseio por Ti! Deus… de Quem separar-se é morrer, de Quem aproximar-se é ressuscitar, com Quem habitar é viver. Deus… de Quem fugir é cair, a Quem voltar é levantar-se, em Quem apoiar-se é estar seguro. Deus… a Quem esquecer é perecer, a Quem buscar é renascer, a Quem conhecer é possuir. Foi assim que descobri a Deus e me dei conta de que, no fundo, era a Ele, mesmo sem saber, a Quem buscava ardentemente o meu coração.

6. Provei-Te, e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me, e agora ardo por Tua Paz. “Deus começa a habitar em ti quando tu começas a amá-Lo”. Vi dentro de mim a Luz Imutável, Forte e Brilhante! Quem conhece a Verdade conhece esta Luz. Ó Eterna Verdade! Verdadeira Caridade! Tu és o meu Deus! Por Ti suspiro dia e noite desde que Te conheci. E mostraste-me então Quem eras. E irradiaste sobre mim a Tua Força dando-me o Teu Amor!

7. E agora, Senhor, só amo a Ti! Só sigo a Ti! Só busco a Ti! Só ardo por Ti!…

8. Tarde te amei! Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu Te amei! Eis que estavas dentro, e eu, fora – e fora Te buscava, e me lançava, disforme e nada belo, perante a beleza de tudo e de todos que criaste. Estavas comigo, e eu não estava Contigo… Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandeceste, e a Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste o Teu Perfume e, respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei, Te saboreei e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora ardo em desejos por Tua Paz!



domingo, 21 de agosto de 2016

A Importância do BATISMO!

- Que pedes a Igreja de Deus?
- A Fé!
- Que te alcança a Fé?
- A vida eterna!
- Se queres entrar na vida eterna, observa os Mandamentos.
(diálogo de introdução do Batismo)

   Diante da lei extrema da Santa Igreja Católica que é a Salvação das Almas acima de tudo, devemos de todas as formas na medida do possível ensinar a verdade e conduzir as almas para o Reino dos Céus, o paraíso celeste que nos foi aberto pela Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e onde na qual somente os filhos de Deus por merecimento o possuirão. 
   O Batismo é chamado porta do Céu porque sem ele ninguém se Salva! De necessidade absoluta para eterna salvação, o batismo deve ser recebido o quanto antes. Sacramento necessário a todos, sem nenhuma exceção, para conseguirem salvar-se >> (Catecismo de Trento)
   A alma, pois, tal como nasce, nasce inimiga de Deus e privada da sua amizade, condenada ao fogo do inferno e sem nenhuma esperança natural de alcançar uma reconciliação com Deus. Assim era (e é ao nascer) a situação do homem. O batismo é uma graça excedente de Deus para uma alma “inimiga” de Deus que merece o inferno.
   As almas daqueles que partem desta vida em pecado mortal, ou em pecado original apenas, vão diretamente para o inferno >> Papa Eugénio IV em ex-cathedra, Concílio de Florença. << Letentur coeli >> junho de 1439.

   Disse o Divino Mestre:  Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós (João 20,21); Ide pois e ensinai a todas as nações, batizando-as em novo do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28,19); Quem não renascer da água e do Espírito Santo não pode entrar no Reino de Deus (João 3,5). Por conseguinte, os que não renascerem para Deus pela graça do Batismo, são criados para a eterna miséria e condenação, quer seja filhos de pais fiéis, quer de pais infiéis. >> (Catecismo de Trento).

- A Igreja sempre confirmou a importância do Batismo: Se alguém não receber o batismo, não tem a salvação
 São Cirilo de Jerusalém;
- Ninguém entra no Reino dos Céus a não ser pelo Sacramento do Batismo. Santo Ambrósio de Milão.
- Os céus se abrem para quem é Batizado – São Tomás de Aquino.

   Diante do infalível Magistério da Santa Igreja Católica, Mestra e Mãe, que é assistida pelo Espírito Santo até a consumação dos séculos. Não podemos deixar que o comunismo capitalista “administre” os Dons Sagrados que Deus Onipotente deu a sua Santa Igreja, os Sacramentos foram instituídos por Jesus Cristo que deu aos seus ministros o poder de administrá-los em pró da santificação e pureza das almas, recebendo assim as graças ilimitadas para alcançarem a salvação eterna no Reino dos Céus.
   Disse o Divino Mestre: Recebestes de graça, de graça dai! (Mateus 10,8) – Nenhum catequista, Padre, Bispo ou até mesmo o Papa, pode cobrar se quer 1 real para administrar um sacramento a uma alma!!!
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmo não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar. (Mateus 23,13).

   A Igreja sempre insistiu que as crianças sejam batizadas os mais cedo possível, pois privá-los da regeneração sobrenatural por negligência significa uma falta gravíssima dos pais ou tutores. Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham. (Lucas 18,16)

   Cobrar qualquer valor para batizar uma criança, é como colocar uma barreira entre Deus e a alma da criança: O que aconteceria se uma mãe não podendo pagar R$ 40,00 para batizar o seu filho(a), tivesse que esperar um tempo até juntar algum dinheiro para pagar o Batismo, e nesse intervalo de tempo seu filho(a) adoecesse e morresse?
    Quem iria responder pela alma da criança? A mãe que pela fé recebida de Deus tentou batizar seu filho(a) ou o padre que por respeito humano prefere obedecer aos erros administrativos da Cúria cobrando taxas ao invés de obedecer a vontade da Trindade Santa? São Pio X ensina que precisamos manter o nome CATÓLICO e tomar cuidado com esses hipócritas que entram na Igreja somente para destruir a fé das pessoas, abusando do poder recebido de Deus para enriquecerem seus próprios egos em vez de conduziram as almas dos fiéis para salvação. 

   “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho!” (Profecia de Nossa Senhora na aparição em La Salette – França - 1846). 

   Todos um dia iremos prestar contas diante do supremo Juiz… Muitos serão eternamente felizes na Visão de Deus Pai e a maioria será desgraçadamente infeliz no fogo do inferno por toda a eternidade! (Mateus 7,13-14).

  Por tudo quanto aqui foi exposto, e por mais tudo aquilo que sabemos e aprendemos, pedimos a reconsideração da Paroquia e de toda a Diocese que deixe de aplicar sobre os sacramentos de Deus as taxas exigidas, bem como, revogue a necessidade do uso de camisetas quando da recepção dos sacramentos, sendo que tanto as taxas quanto as camisetas são apenas mais um empecilho material na distribuição das graças e da Salvação de nosso Senhor Jesus Cristo.

Salve Maria!

A Verdade não se dividi - São Pio X




"A verdade é única e não se pode dividir; permanece eterna, sem se dobrar aos tempos; Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre". (Hebr. 13, 8)


"Veritas una est nec dividi potest. eadem perdura, nullis obnoxia temporibus. Iesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula". São Pio X na "Iucunda sane".


O futuro da Igreja!

Faz 20 anos, o Cardeal Ratzinger apresentou a visão da Igreja que estaria por vir:


"Talvez tenhamos de dizer adeus à ideia de uma Igreja reunindo todos os povos. É possível que estejamos o limiar de uma nova era na história da Igreja, constituída de forma completamente diferente, em que o cristianismo existirá principalmente sob o sinal do Grão de mostarda, em pequenos grupos, aparentemente sem importância, mas que viverão intensamente para lutar contra o mal e implantar o bem no mundo (...)".

Se por um lado, temos uma crise de fé, por outro lado, surgem diversos grupos associados à sagrada tradição, aos valores católicos, a freqüência na oração do Santo terço, na busca das virtudes celestiais e salvação das nossas almas.

Fazemos parte da resistência católica contra os princípios comunistas e maçônicos, que tentam a todo custo corroer os valores espirituais que sustentam a Igreja.

Com alegria podemos dizer: Salve Maria!

domingo, 7 de agosto de 2016

RELAÇÃO DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA COM OS MISTÉRIOS DOLOROSOS

   Mestre. — Com efeito, ao contemplarmos a oração de Jesus no horto das Oliveiras, ao pensarmos no seu suor de sangue, nossa mente relembra necessariamente o esforço que fez Jesus diante da repugnância sentida em beber o cálice amargo de sua Paixão; além disso recordamos também a profunda mágoa que sentiu ao ver-se sozinho, abandonado por todos até pelos apóstolos que há dois passos dormiam sossegadamente.
   E que faz Jesus Cristo em nossas igrejas? Sacrifica-se e oferece-se ao Eterno Pai. Por acaso, não sentirá também as mesmas repugnâncias do jardim das Oliveiras, devido aos maus tratos que continuamente recebe? Onde estão os seus amigos? Olha ao redor, não se vê nenhum. As ruas e praças regurgitam de gente; as igrejas estão vazias... Jesus está quase sempre sozinho. Até seus amigos mais íntimos, como outrora os apóstolos, muitas vezes não se preocupam com Ele. 
   No segundo mistério, quando contemplamos a flagelação de Jesus, sentimos o sangue gelar-se em nossas veias ante aquela aluvião de golpes dolorosos: Jesus, no entanto, não se cansa.
   É impossível calcular o número de profanações, sacrilégios e crimes que Jesus tem que aguentar na Eucaristia. E apesar de tudo Ele não se cansa e jamais se cansará desse martírio, pois que seu amor para conosco e até para os pecadores, é um amor infinito, eterno.
   Discípulo. — Como Jesus é bom!
 Mestre — Prostremo-nos de joelhos aos pés daquele sacrário-coluna a fim de sugarmos aquelas gotas de sangue, redentoras e purificadoras de nossos pecados.
   No terceiro mistério contemplamos a coroação de espinhos e vemos como se comportam aqueles que usam da mesma Eucaristia para ofender a Jesus Cristo. E não só os que se aproximam da mesa eucarística para recebê-Lo indignamente e dar-lhe o beijo traidor de Judas, mas também aqueles que profanam os domingos e festas com jogos, passatempos e ninharias.  Deles se queixa Nosso Senhor quando diz: "Fui obrigado a aborrecer-me de vossas festas: lançar-vos-ei em rosto o lodo destas festas, porque me haveis feito participar de vossos pecados".
   Discípulo. — Oh! Padre, quanta gente de nossos tempos deveria sentir a necessidade de reparar tão grande mal!
  Mestre. — No quarto mistério, enquanto contemplamos a viagem de Jesus para o Calvário, deveríamos pensar que também hoje em dia Jesus caminha pelas nossas ruas quando sai em procissão ou é levado a algum enfermo. Quem Ele encontra pelo caminho? Tímidos que para não saudá-lo mudam de direção. Encontra ingratos e covardes que se envergonham de saudá-lo ou de descobrir-se à sua passagem. E muitas vezes chega a encontrar até quem o despreza e insulta blasfemando contra o seu Santo Nome. 
  Discípulo. — Mas Ele encontra também almas varonis que com maior respeito o saúdam e acompanham.
   Mestre. — É fato. Mas são tão poucas...
   No  quinto  mistério  enquanto  contemplamos  a  crucifixão  e  morte  de  Jesus,  nosso pensamento voa para a Santa Missa. Sabemos que a Missa é a renovação incruenta do Sacrifício da Cruz e é nela também que muitos cristãos parecem querer imitar perfeitamente os Judeus que presenciaram o martírio do Salvador.
   Discípulo. — E qual foi atitude dos Judeus no Calvário?
  Mestre. — Vejamos o que diz o Evangelho: uns olhavam com indiferença, como se se tratasse de um assunto que não lhes interessava; insensíveis diante daquele ser humano que agonizava. Esses representam os cristãos que vão à missa tanto por ir, sem nenhuma fé, e ficam satisfeitos quando mais ela é bem curta.
   Outros ao passar diante da cruz. blasfemavam, dirigiam-lhe insultos e motejos e O desprezavam: são aqueles que se comportam mal na Missa escandalizando pela postura e modo de vestir.
   Bem poucos eram os que estavam recolhidos, os que se comoviam e choravam ao pé da cruz. Somente Maria mãe de Jesus, e algumas piedosas mulheres se compadeceram dos sofrimentos de Jesus e aproveitaram seus últimos ensinamentos. Esses últimos representam os cristãos que assistem o mais que podem a Santa Missa, acompanham o sacerdote nas cerimônias da Missa, e no momento da Comunhão vão receber a Jesus repetindo com amorosa confiança: Consumatum est, tudo está acabado, estou satisfeito, sinto-me feliz.   

Fonte: Comugai Bem - Pe. Luiz Chiavarino


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