terça-feira, 26 de julho de 2016

The boy who met Jesus

Quando li, cerca de dois anos atrás, o livro “The boy who met Jesus”, me surpreendi quando o garoto de não mais que doze anos de Idade pergunta a nosso Senhor Jesus Cristo porque as religiões falam do amor de Deus, se odeiam tanto. A resposta de nosso Senhor Jesus Cristo passa pelo mais óbvio possível, em síntese ele que apesar de todas as religiões dizerem que falam sobre Deus, na maior parte do tempo, as pessoas que as frequentam preocupam-se mais com os homens dentro das religiões do que de encontra-se com Deus, por isso se odeiam tanto, cada qual gostaria de ser maior e melhor que o outro, onde habitaria nosso Senhor em uma trincheira como essa?

A resposta de Nosso Senhor demonstra claramente que quando deixamos de buscar o céu e a verdade das coisas nos tornamos medíocres, miseráveis e nos apequenamos em nossos próprios erros e desgraças, por conta de nossa natureza decaída, que ao contrário do que dizem alguns, está longe de ser divina.

Resta pedir que, em cada pequena coisa que fazemos, a misericórdia de Deus nos permita ser um pouco melhor. Sem Deus nada somos.


A distância que estamos de Deus como nação demonstra claramente o nível de corrupção e decadência cultural em que se encontra nosso mundo.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Nossa Senhora do Carmo

Era Margarida uma jovem de dezesseis anos. Seu pai era maçom; sua mãe nada piedosa. Educaram-na em uma escola onde não se pronunciava o nome de Deus; mas Nossa Senhora amava aquela menina. De caminho a escola, ao passar por uma Igreja, sentia-se impelida a entrar e ali permanecia por algum tempo a olhar para o altar. Muitas vezes e de maneira maravilhosa falou Deus ao coração daquela menina, que as escondidas chegou a confessar-se e a comungar. A falta de religião no lar bem depressa a fez esquecer essas inspirações divinas. Não era má, nunca dera escandalo, mas nunca rezava nem ia à Missa. Só pensava em divertir-se com as amigas, entregando-se com elas a bailes e passeios. Deus, porém, não permitiu que seu coração se manchasse com impurezas.

Era o primeiro dia da novena de Nossa Senhora do Carmo. Algumas moças, levando jarros, velas e flores, entraram na Igreja onde ia começar a novena solene. Margarida, que passava por ali com suas alegres companheiras sentiu um não sei que no coração e, dirigindo-se às outras, disse: - Vamos entrar, vamos ver o que fazem essas beatas.

E entrou... Pôs-se diante de Nossa Senhora do Carmo e contemplou-a muito tempo. Não sei o que lhe disseram aqueles olhos da Senhora; o que eu sei é que Margarida ajoelhou-se ajuntou as mãos... a novena começou e terminou, passaram-se longas horas e ali estava imóvel, ajoelhada, os olhos fixos na Senhora e derramava lágrimas, muitas lágrimas... E ali ficaria a noite inteira, se o sacristão não lhe fosse dizer, gritando, que saísse, pois ia fechar a Igreja... que já era tarde. Aquele fora o dia de sua definitiva conversão. Quando, mais tarde, um missionário lhe perguntou o que fizera naquelas longas horas, que passou ajoelhada aos pés de Maria, respondeu: Não fiz mais que dizer-lhe que tivesse compaixão de mim, me perdoasse minhas graves culpas e, não permitindo que me tornasse infiel a sua voz, me desse a graça de começar a vida tão penitente que reparasse meus erros passados.
Deveu a Nossa Senhora a graça da Conversão.

Tesouro de Exemplos. Pe. Francisco Alves.  







quarta-feira, 13 de julho de 2016

Conferência sobre a liturgia em Londres no dia 4 de julho de 2016.

O prefeito da Liturgia do Vaticano pede neste Advento que todos sacerdotes e bispos celebrem a missa “ad orientem” e fiéis ajoelhem-se para a Santa Comunhão.

"Queridos padres, devemos ouvir novamente o lamento de Deus proclamado pelo profeta Jeremias: “eles voltaram suas costas para mim” (2:27). Voltemo-nos novamente para o Senhor!"

Falando em uma conferência sobre a liturgia em Londres no dia 4 de julho de 2016, o Cardeal Robert Sarah, a mais alta autoridade sobre o assunto na Igreja Católica sob o Papa Francisco, pediu a todos os bispos e sacerdotes para que adotem a antiga postura na Missa, onde o sacerdote se volta para o tabernáculo, juntamente com a congregação, em vez de permanecer de frente para o povo.


Ele pediu que a postura seja adotada para o Advento deste ano, que começa em 27 de novembro. Durante o mesmo discurso, Cardeal Sarah encorajou todos os católicos para que recebam a Comunhão de joelhos. Durante sua conferência, o prefeito da liturgia do Vaticano revelou que o Papa Francisco lhe pediu para “continuar o trabalho litúrgico iniciado pelo Papa Bento.”

O anúncio foi imediatamente reconhecido pelo vice-editor Dan Hitchens do Catholic Herald como “o maior anúncio litúrgico desde o motu proprio Summorum Pontificum de Bento XVI em 2007, dando maior liberdade para os sacerdotes para celebrar a Missa Tradicional em latim.”


Observadores do Vaticano estão particularmente chocados de que o Papa Francisco, considerado por muitos como um liberal, tenha incentivado uma abordagem mais litúrgica tradicional. No entanto, o cardeal Sarah disse: “Nosso Santo Padre Francisco tem o maior respeito pela visão litúrgica e medidas do Papa Bento”.



segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sejamos retratos de Deus

Não podemos viver profanando e manchando a imagem divina que trazemos em nossa alma. 

Nosso dever é trabalhar em todos os momentos de nossa vida e com todos os auxílios que recebemos de Deus, para conseguirmos que esse retrato divino seja cada dia mais semelhante ao modelo que temos diante de nossos olhos. O nosso modelo consumado é Jesus Cristo.

Quem é Jesus Cristo? É o mistério da pobreza... Apresenta-se no mundo num estábulo. Repousa sobre duras palhas num mísero presépio... Chama a si os pobres: com eles se ajunta e quer que formem a corte do novo reino (...). 

Quem é Jesus Cristo? O mistério do trabalho... Encerra-se numa oficina e trabalha para comer o pão amassado com o suor do seu rosto... Anda de cidade em cidade, espalhando a doutrina da verdade e a semente da perfeição. Ele mesmo afirma que não tem uma pedra para repousar a cabeça. 

Quem é Jesus Cristo? O mistério da verdade... Fala em toda a parte. Fala das doutrinas mais elevadas. Trata dos problemas religiosos, os maiores que jamais foram tratados no mundo. Ouvem-no seus inimigos, procurando surpreender nele algum erro... Não o conseguem. Ele é o único homem em cujos lábios jamais apareceu a sombra fatídica do erro e do engano.

Quem é Jesus Cristo? O mistério do amor... Amou até a abnegação mais absoluta, amou até o sacrifício, amou seus verdugos, seus inimigos, amou até fazer-se nosso alimento, amou até a morte da cruz. 

Quem é Jesus Cristo? O mistério da humilhação... Lavou os pés de seus discipulos, subiu a uma cruz e ali naquele madeiro, que era o patíbulo dos escravos, ali o contemplou a humanidade desnudo e abandonado de todos. 

Quem é Jesus Cristo? O mistério da obediência. Obedeceu desde o berço até o túmulo. Não se desviou nem um ápice do caminho que lhe traçou o Pai celeste. 

Quem é Jesus Cristo? É o mistério do poder... Contra Ele se levantaram todos os partidos políticos de sua nação. O que representavam a lei e a religião coligaram-se também contra Ele. Até seus inimigos mais íntimos na hora da dor o abandonaram. Estava só... Mas, afinal, triunfou de todos eles. Hoje, o que ontem o odiavam são pó e cinza levados pelo vento: Ele reina sobre todos os povos e sobre os corações. 

Quem é Jesus Cristo? É o mistério da Glória... Triunfou da morte. Subiu aos céus. Ali está sentado à direita de Deus Pai. Dali há de vir julgar os vivos e os mortos. E a sua glória não terá fim. Eis aí, em resumo, quem é Jesus Cristo. Todos os Santos procuraram ser reflexos perfeitíssimos desse Deus que, como diz S. Agostinho, para isso, precisamente se fez homem, para que tivéssemos o modelo mais admirável de Deus. 

 Trabalhemos e copiemos as divinas virtudes que nele resplandecem.

(Tesouro de Exemplos. Padre Francisco Alves)

sexta-feira, 8 de julho de 2016

As mentiras em seu coração

E durante uma conversa fui confrontado com a seguinte frase: Existem tantas mentiras em seu coração como ousa defender a verdade?

A afirmação é simplesmente apelativa e demonstra, claramente, pelo menos três verdades:

1) Desespero do interlocutor: O sujeito apela a uma frase feita obtida em lugar comum para sustentar uma mentira, mentira esta que, após a primeira página se desfaria como nevoeiro em dia de sol. Por saber disso, o interlocutor faz um ataque leviano e falso com intenção de deturpar e desviar atenção ao debate verdadeiro. (Comportamento tipico de idiotas e comunistas, que, em algum momento dá no mesmo).

2) Desconhecimento do assunto: Se fosse uma pessoa em busca da verdade jamais se preocuparia com aquilo que tenho em meu coração e que oculto mas, teria no mínimo a consideração de ver e respeitar as idéias que defendo e a valorizaria a busca que mantenho em minha vida por encontrar a verdade.
O próprio Santo Agostinho apresenta um entendimento que a Verdade só será alcançada após uma profunda purificação e libertação dos pecados, assim, poderemos ser livres para descobrir a verdade. Alias, Nosso Senhor Jesus Cristo, antes de Santo Agostinho, assim havia definido quando disse: Conhecereis a Verdade e a verdade vos libertará. 

3) Cinismo: Nota que o interlocutor jamais questionou se o conteúdo apresentado é falso, ele simplesmente se limita a dizer que não pode-se dizer a verdade. Como ousa dizer a verdade?
Sabemos que o pai da mentira é o demônio, isso nos ensinou nosso Senhor. E por outro lado, conviver e aceitar a mentira é logicamente fazer o trabalho do encardido. 

Rezemos pelas almas de nossos amigos e irmãos que se resignaram com a mentira e que com ela tem buscado conviver. Essas pessoas perderam a esperança e se acostumaram com o plano do encardido em suas vidas.

As mentiras que carrego em meu coração, só existem por um processo de contaminação e pecado que somente a busca por conhecer Deus e encontrar a verdade poderão purificar. Assim como, a aproximação das verdades da Fé e a frequência a liturgia verdadeira e aos sacramentos de Deus.

Portanto, digo: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!

A Busca pela Verdade

Reforçamos assim a missão e vocação de nossa vida: Não temos a pretensão de SER a verdade, temos a pretensão e a ousadia de buscar a verdade e de um dia encontra-lá.

"Não podes ser bom amigo dos homens, se primeiro não o fores da verdade."(Santo Agostinho, Epístola 155,11)

"Se a verdade é o objeto das aspirações de todos os homens, ela não pode ser couto fechado de nenhum deles. A verdade nem é minha nem tua, a fim de que possa ser tanto tua como também minha. (Santo Agostinho, Comentário aos Salmos 103,2,11)"

Não pode uma mente ser saudável se não encontra a verdade por onde está, uma mente vivendo em um mundo de mentiras tende a loucura, visto que ocorrerá, inevitavelmente, uma ruptura entre o mundo real e o mundo "ilusório" em que foi inserido.

"É preciso procurar a verdade com constância, a fim de que o seu encontro produza maior gozo. E é preciso usufruí-la sem fastio, a fim de continuar procurando-a com novo empenho. (Santo Agostinho, A Trindade 15,2,2)"


"A função do mestre é desenvolver uma aproximação gradativa do aluno à verdade. (Santo Agostinho, Solilóquios 1,23)"


"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a VERDADE e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14, 6)"


"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.(João 8, 32)"



segunda-feira, 4 de julho de 2016

A IGREJA CATÓLICA É CAPITALISTA?

Deparei-me dias atrás com a afirmação de que a Igreja Católica é Capitalista!

Hoje em dia, se você disser que é capitalista ou que alguém acredita no sistema Capitalista é muito provável que o sujeito vá pegar um crucifixo, pular em cima de você e tentar expulsar o "coisa ruim" de dentro de você. Tipo no filme o Exorcista.


Como a ideia do blog aqui é buscar a Verdade, iniciei uma pesquisa desde então visando compreender se a Igreja é, de fato, Capitalista, socialista, comunista ou como podemos definir.

informamos que não temos compromisso com nenhuma entidade é que as afirmações aqui apresentadas são fruto de nosso desejo por encontrar a verdade. Ou como diria minha mãe, a "verdade verdadeira". 

Para entender se a igreja é capitalista, é necessário entender o que é o Capitalismo, portanto estudei os escritos do Sr. Ludwig Von Mises, porque ele apresenta um conceito claro e simples sobre o termo. 

O que seria então o sistema capitalista?

Pelo cenário descrito por Von Mises em seu livro "As seis lições" o capitalismo é o sistema onde o capital é aplicado em um processo produtivo (industrial ou não) de forma que possa se multiplicar e crescer.

Alguns sites e autores trazem uma visão mais "social" do sistema capitalismo, afirmando  que o objetivo do capitalismo é o lucro, por consequência, serve a óbvia dedução de que o que move o capitalista é a ganância. Mas não me parece ser o caso.


Nem todo capitalista é ganancioso, percebo que a maior parte dos capitalistas tem dentro de si o desejo de crescer e expandir seus negócios por meio do lucro, não somente pela ambição, embora aconteça com frequência, mas utilizando o lucro como meio para expandir seus negócios para aumentar o campo de atuação e atingir mais pessoas.

Por isso, concluo que a análise do Sr. Von Mises é mais adequada dada a neutralidade dela do sistema desenvolvido.

O Capitalismo é o sistema em que o capital é aplicado em um processo produtivo (industrial ou não) de forma que possa se multiplicar e crescer.


Poderia a Igreja ser capitalista?

Não, não poderia. O empreendimento no qual a Igreja se baseia é a Salvação das almas. Assim definido e expresso pelo Código do Direito Canônico: "A salvação das almas é a suprema lei da Igreja".

Para afirmar e aceitar que a Igreja é Capitalista, primeiro deveríamos entender quanto vale uma alma?

Certo de que o valor de uma alma é inestimável ou incalculável, como é possível tratar de maneira tão simplista o tema, simplesmente afirmando que a Igreja é Capitalista?

A Igreja trata de algo que não pode ser comprado ou pago, visto que não há dinheiro suficiente que seja capaz de pagá-lo.

O ponto é exatamente que o capitalismo é explicado pelo já referido Sr. Ludwig von Mises assim: 
"(...) O fato é que o cálculo econômico (...) só é possível quando existem preços em dinheiro, não só para bens de consumo, como para os fatores de produção. Isso significa que é preciso haver um mercado para todas as matérias-primas, todos os artigos semi-acabados,todos os instrumentos e máquinas, e todos os tipos de trabalho e de serviço humanos, (...)."
Se não existe mercado as coisas não tem preço, se não tem preço não é possível fazer calculo de preços. Se não é possível fazer calculo de preço não existe o capital e nem economia planificada.

Ora, sem conseguir dizer ou afirmar qual o valor de uma alma, visto se tratar de algo de valor inestimável, como é possível dizer que a Igreja é Capitalista?

Outro ponto complicado é a possibilidade de trocar a alma ou vende-las. Há quem diga que vendeu sua alma para o encardido. Mas nesse contexto, não é possível dizer ou criar um mercado de almas onde as pessoas trocam a sua atual por uma melhorzinha. Ou podem precifica-la como: A Alma desta pessoa vale R$ 10 mil, a alma daquele outro vale R$ 1 mil por que ele reza pouco. Não existe tal coisa e seria idiotice que alguém tentasse criá-la.


Porque então a Igreja cobra certas taxas por sacramentos realizados ao povo?

É comum, e até acho perigoso, que as paróquias comecem a cobrar para a realização de certos serviços como batismo, comunhão, crisma, casamento, retiros etc.
Neste ponto, algum curioso poderia inventar uma fórmula de calculo de preços e dizer que conseguiu chegar a um valor para a alma de uma pessoa. Vamos a alguns exemplo:

Taxa para Batismo: R$ 80,00
Taxa para Crisma: R$ 50,00
Taxa para 1ª Comunhão: R$ 40,00
Taxa para casamento: R$ 880,00.
Ao longo da vida, o católico deve-se submeter a 5 retiros. 1 para cada sacramento e 1 para certo retiro jovem que se tornou popular recentemente. Para tanto o sujeito vai investir em retiros cerca de R$ 900,00.

Sendo assim, considerando todas estas atividades relacionadas que criamos e para as quais determinamos um valor, podemos dizer que o sujeito investiu cerca de R$ 2.000,00 em sua alma. Então, se tivesse que vender sua alma esta seria em torno de R$ 4.000,00. Não nos esqueçamos do lucro, certo?!

Não se vê um pensamento mais besta e ridículo, graças a Deus que este tipo de devaneio só se faz presente dentro da mente deste que compõe este texto, mas o faço justamente para precaver e libertar alguém da estupidez de pensar tamanha sandice. 


Todavia, mesmo para os sacramentos acima como para os "retiros" tão desejados pelas pessoas atualmente, basta afirma que o beneficio recebido na alma de uma pessoa que recebeu um sacramento é incomensuravelmente e infinitamente maior do que o valor pago ao Padre e à Paróquia. 


Porém, está é uma afirmação que serve para ambos os lados, uma via de duplo acesso. Tanto o fiel católico que deseja receber o sacramento poderia se colocar a disposição para entregar qualquer valor sem ser pedido, visto a graça e o bem que receberá, quanto a Paróquia deveria abrir mão da "taxa" visto que não há valor algum no mundo que poderia pagar aquele sacramento.

Se o valor é tão incomensurável assim. porque no Brasil, existe a prática de se aplicar um valor para cada sacramento?

Não podemos justificar como as paróquias e dioceses chegaram no cálculo do valor para determinar quanto cada sacramento deve ser taxado para ser documentada. 
Sabemos que ao se tornar uma entidade multinacional a Igreja Católica tem convivido com um certo custo para manter em ordem os registros internos, livros, emissão de documentos, salários de secretaria, o sustento dos padres, bispos, casas, energia elétrica etc. 

O que deveria ficar claro para um fiel que deseja receber os sacramentos não é que existem custos para receber aquele sacramento, mas sim, que as rotinas administrativas exigem uma contribuição para a manutenção das Igrejas e das estruturas administrativas. 

Sinceramente, acredito que de ambos os lados deveria ter um sentimento maior pela salvação da alma e não por questões financeiras, me parece que se ambos observássemos esta finalidade, seriamos muito mais coerentes com nossos questionamentos. 
O mais importante seria preocupar-se sempre com a salvação das almas.

O que posso afirmar é que a graça de Deus chegou até mim de graça, sem qualquer custo, o bem que tenho recebido de Deus é infinitamente maior do que qualquer valor que eu poderia trazer em meu bolso ou conta bancária, e que já há algum tempo, deixei de me preocupar com questões financeiras quando olho para a Igreja de Cristo nosso Senhor. 

Venho esclarecer este assunto porque realmente me parece injusto com os conhecimentos que tenho de estruturas de mercado não intervir quando dizer que a Igreja Católica é Capitalista. Não é.

É possível demonstrar biblicamente se nosso Senhor Jesus Cristo era a favor ou contra o Capitalismo?

Existem muitas passagens bíblicas que descrevem como nosso Senhor Jesus Cristo se relacionava com o dinheiro (capital). Abaixo alguns exemplos:

1 - Os discípulos mantinham uma bolsa onde guardavam o dinheiro coletado em suas peregrinações. Pode-se observar em João 13,29 e também em João 12, 6.
Além de inúmeras passagens dos atos dos apóstolos onde explicita que existia um sistema de coleta financeira. 

Nosso Senhor Jesus Cristo convivia com aquela prática e não demonstrava repreender seus discípulos por aquilo, todavia não se apegava a coisa tão insignificante, o objetivo final de Nosso Senhor era fazer a vontade do Pai.

2 - Quando Jesus disse a Pedro que pagasse os impostos aos Romanos. Está em Mateus 17, 23-27.

Pode-se observar seguramente que nosso Senhor Jesus Cristo tinha respeito pelas regras estabelecidas por aqueles que governavam e também pelas pessoas, pediu a Pedro que pagasse para que elas não se escandalizassem.

3 - Em algumas parábolas Nosso Senhor também apresentou uma visão de um Patrão que entregava um dom a cada um de seus funcionários e esperava que eles os multiplicassem. (Mateus 25, 14-30). Esta seria uma das mais capitalistas parábolas para explicar a relação dos discípulos com os dons recebidos de Deus, se não estivesse falando não de algo de valor inestimável e incalculável. Como disse, Nosso Senhor não se prendia a estas discussões ou se apegava, justamente porque sabia o valor de cada coisa e sobretudo que nada daquilo representava um valor maior.

Se a Igreja não é Capitalista, então a Igreja é Socialista?

Não, de maneira nenhuma. A Igreja não pode ser considerada socialista, só mesmo na visão perturbada de um ou outro ideólogo comunista. 
O Padre Paulo Ricardo fez também um texto e um vídeo explicando este assunto, e sobretudo que a Igreja não se baseia por um conjunto de valores capitalistas ou socialistas. 

A Igreja possui seu próprio conjunto de valores e morais nos quais visa dar a melhor orientação a seu povo e contribuir com a salvação de suas almas.

Aqui está o link: https://padrepauloricardo.org/episodios/e-o-capitalismo

Especificamente, sobre o assunto do socialismo será abordado em outro texto, visto que ficaria impraticável colocar tudo em um texto só.


Conclui-se aqui, que a Igreja não pode ser capitalista visto tratar de almas e não de troca de valores.
Estes valores são inestimáveis logo, não podem ser comprados, trocados ou permutados. 

Por questões praticas a Igreja usa de mecanismos de mercado para sua administração e organização, todavia este não deve, nunca ser o objetivo final de sua obra na terra. São apenas instrumentos que são utilizados por sua praticidade e as vezes conveniência. 

A suprema lei da Igreja é a Salvação das almas e esta é em ultima instancia sua missão na Terra.


Salve Maria!



domingo, 3 de julho de 2016

[...] não deixes por isso de abraçar estreitamente sua santa cruz. - São Padre Pio de Pietrelcina.

Guardai-vos da ansiedade e das inquietudes, porque não há coisa que impeça tanto o caminhar até à perfeição. Põe, filha minha, docemente teu coração nas chagas de Nosso Senhor, mas não à base de esforço. Tem grande confiança em sua misericórdia e em sua bondade. Ele não te abandonará jamais, mas não deixes por isso de abraçar estreitamente sua santa cruz. - São Padre Pio de pietrelcina.




sábado, 2 de julho de 2016

A Crise na Igreja - Video


Deslizando pouco a pouco, em breve nos tornaremos protestantes sem nem percebermos. (Mons. Marcel Lefebvre)


Tudo desabará quando desabar a sua Missa Sacrilega... (Martinho Lutero - sobre a Missa Tridentina).


Veja o link do video.


A Crise na Igreja


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