Sobre a Modéstia - pergunta 1

1. "O que dizer sobre a notificação do Cardeal Siri, a respeito de mulheres que usam roupas de homens? Será que ele se referia ao igualitarismo? E esse igualitarismo não existe mais?

Resposta: O que Cardeal Siri deixa claro é que o uso de vestes masculinas por mulheres afetam-nas em três aspectos: Causa uma mudança na psicologia feminina própria da mulher; atinge a mulher como esposa, viciando a relação entre os sexos; e fere a dignidade da mulher diante dos filhos. 

No primeiro aspecto, ele explica que a motivação da mulher para se vestir como os homens é a vontade de imitá-los ou de competir com eles, que são considerados mais “fortes, livres e independentes”. 

Não é de se espantar, por esta razão, que estas mesmas características tenham sido tão incentivadas nas mulheres através do feminismo, que acabou destruindo parte essencial da 
feminilidade nas moças, que para serem consideradas “independentes, modernas e poderosas”, passaram a pensar e agir semelhante aos homens. 

Segundo os ideais feministas, as mulheres precisam ser “livres” para trabalharem e levarem vidas similares aos dos homens, o que transfere, psicologicamente, o ideal de realização da mulher para o alcance do sucesso profissional, e não mais em ser uma “boa mãe, boa esposa e boa dona-de-casa” (que passou a ser considerado exemplo de “derrota” pessoal). Aqui questionamos: se esta atitude torna-se padrão, como não prever que pouco espaço restará para a delicadeza, docilidade, feminilidade, piedade, e tantas outras características tão marcantes da alma da mulher? 

Em decorrência da forma masculinizada de vestir, da mudança de mentalidade e atitude das mulheres, vêm-se os segundo e terceiro aspectos: enquanto mais semelhantes aos homens, as mulheres acabam viciando o relacionamento com os maridos, porque provocam a perda externa da noção de “diversidade”, que é fator natural e predominante para a existência da atração mútua entre os sexos; e, aos filhos, provoca sofrimento pela falta de dignidade, decoro e maus comportamentos. 

Que exemplo oferecerá uma mãe, aos seus filhos, se ela estiver mais preocupada em competir com os homens no mercado de trabalho do que em ser mãe? E que grande risco haverá dos filhos terem uma educação debilitada por acabarem identificando os papéis do pai e da mãe como sendo algo muito semelhante! 

Neste sentido, seria bom que refletíssemos seriamente quando o cardeal Siri escreve:  

“A mudança da psicologia feminina gera um dano crucial e, ao longo dos anos, torna-se irreparável à família, à fidelidade conjugal, às afeições e à sociedade humana. É verdade que os resultados de se vestir roupas impróprias não podem ser vistos todos a curto prazo. Mas devemos pensar no que está sendo devagar e articuladamente destruído, despedaçado, pervertido.” 

E, depois, quando conclui: 

“Para resumir, quando uma mulher veste roupas de homem, deve ser considerado um fator, a longo prazo, da desintegração da ordem humana.” (...) “Pessoas vêm e vão, porque Deus deixou espaço suficiente para o início e fim do livre arbítrio do homem. No entanto, as linhas essenciais da natureza e as não menos substanciais linhas da Eterna Lei, nunca mudaram, não estão mudando agora e nunca irão mudar.” 

Cardeal Siri não falou para a época dele apenas, como dizem alguns. Ele fez uma análise a longo prazo e a destruição que estaria por vir. Não é de se espantar que tudo o que ele cita como prejudicial do uso de calça pelas mulheres, ocorreu exatamente a logo prazo, como previsto.

Fica evidente, portanto, que o uso da calça por mulheres é danoso não somente pela questão da “modéstia ou imodéstia”, mas porque afeta ideologicamente a sociedade e atinge diretamente às famílias, especialmente no que diz respeito à educação dos filhos.

“A criança pode não saber a definição de exposição, de frivolidade ou infidelidade, mas possui um sentido instintivo que reconhece quando essas coisas acontecem, sofre com elas, e é amargamente ferida por elas em suas almas.” (Cardeal Siri) 

Em última análise a todas estas questões, o que expomos aqui não se trata de uma “perseguição à mulher”, porque vocês hão de concordar que chegaríamos às mesmas conclusões se os papéis fossem invertidos e se tudo isto tivesse ocorrido aos homens. Ou vocês mulheres, se sentiriam bem, enquanto esposa, de ter um marido que usasse vestidinhos floridos e lacinhos na cabeça? Ou, ainda, enquanto filha em ter um pai que usasse de semelhante extravagância e irreverência? 

Se você, por um momento de reflexão, achar que esta comparação está exagerada, por considerar que as calças usadas atualmente pelas mulheres já não são mais “masculinas”, mas femininas, tão logo já cairemos na questão da imodéstia, porque ou a mulher usa uma calça folgada, verdadeiramente similar às usadas pelos homens, ou então usa a dita “calça feminina”, mas que possui a característica “peculiar” de ser bem colada ao corpo. 

Vale lembrar que, além de todas as reflexões anteriormente apresentadas, Siri também tratou da questão da modéstia e, há mais de cinqüenta anos atrás, já se preocupara que as calças masculinas usadas pelas mulheres, poderiam vir a se tornar apertadas: 

“É verdade que muitas roupas femininas colam mais do que muitas calças, mas as calças podem ser feitas para apertarem mais, e de fato geralmente apertam. Por isso, este tipo de roupa, colada ao corpo, nos dão a mesma preocupação quanto às roupas que expõem o corpo.” 

Não é brincadeira! Observe que ele escreve “as calças podem ser feitas para apertarem mais, e de fato geralmente apertam”, e isto já naquele ano de 1960! O que será que ele diria, então, se visse as calças usadas atualmente? 

Igualmente, Dom Estevão Bettencourt, cerca de vinte anos mais tarde, também se opôs ao uso de “calças de índole colante”, embora o que ele escrevera, tenha acabado sendo usado (de forma incoerente e sem sentido) para justificar que “não há problema em mulheres usarem calças e que a Igreja não proibiu o uso delas”. 

“Uma veste deverá ser tida como imoral se provocadora ou excitante de concupiscência: assim toda roupa que deixe descobertas ou faça transparecer ou ponha em evidência partes sexuais ou erógenas do corpo humano, torna-se, via de regra, excitante. Por isto deve ser banida como imodesta e imoral.” (Dom Estevão Bettencourt).

Encaremos a realidade: é exatamente isto o que as calças coladas fazem, colocam “em evidência partes sexuais” porque de tão justas apenas cobrem a pele mas preservam, à vista de todos, a forma do corpo. Se apenas colocar uma blusa comprida resolvesse o problema, por que o Cardeal Siri não colocou isso como uma alternativa? Com certeza, é por que o uso de calças pelas mulheres não fere somente a modéstia, mas também, como foi dito, outros fatores: A feminilidade, a psicologia que está por trás disso.

Vamos refletir: se calças coladas - 99,9% da calças usadas pelas mulheres hoje em dia - são imodestas; e, mesmo as mais folgadas afetam o psicológico da mulher, como explica Siri, além de não serem nada femininas então o que resta? Como ainda se poderia defender o uso de calças? 

Fonte: http://floresdamodestia.blogspot.com.br/2014/03/cinco-perguntas-e-respostas-frequentes.html

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