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Mostrando postagens de Outubro, 2016

O desejo de ver Te adorado!

O zêlo da Tua casa devorou-me (Salmo 68, 10 e João 2, 17). †
“O desejo de ver-Te adorado tanto invade meu coração, eu quisera estar noite e dia aos Teus pés em humilde oração. Assim me sinto Senhor todas as vezes que vou a Tua casa encontrar-Te.”
Sinto-me devorado Senhor, todas as vezes que vou à Tua casa, um local que deveria ser silêncio e contemplação, não em alguns momentos, mas continuamente.
Santo Agostinho em suas reflexões assim escreve, muito ponderadamente: “Também é consumido pelo zelo da casa de Deus aquele que se esforça por emendar tudo de mau que nela encontra, e se não puder emendá-lo, tolera-o, mas se aflige (...).” Como é aflitivo ver nossas Igrejas, que antes eram IGREJAS, um templo, um local de oração, de encontro com nosso Senhor Jesus Cristo, serem transmutadas em local de convívio, e terem seus nomes modificados para Comunidades, uma unidade comum, mas nossas Igrejas Católicas estão longe de prover uma unidade comum com nosso próximo, nossas Igrejas devem prover um…

As moradas do Castelo Interior

(...) para nós, é necessário trato, pensamento e companhia daqueles que, tendo um corpo mortal como o nosso, realizaram grandes façanhas em nome de Deus. E que erro seria apartar-se de propósito de Quem é todo o nosso bem e remédio, que é a sacratíssima humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Santa Teresa d’Ávila)

É verdade que algumas vezes a dor oprime mais do que em outras, e também se manifesta de formas diferentes, porque a alma não se lembra da dor que há de sofrer por seus pecados, e sim do quanto foi ingrata com Aquele a quem deve tanto. (Santa Teresa d’Ávila)
Fonte: As moradas do Castelo Interior

Tremendas Trivialidades - notinhas G. K. Chesterton

Nunca se pode ter uma revolução para se estabelecer uma democracia. É preciso haver uma democracia para haver uma revolução.
Há pessoas que protestam que todos os grandes motivos históricos foram econômicos, e depois tem que a plenos pulmões para induzir a democracia moderna a atuar por motivos econômicos.
Estes dizem que a bebida leva à pobreza, aqueles que a pobreza leva à bebida. Só posso admirar-me de que qualquer dos lados se contente com explicações físicas tão simples.
Você não pode ver o vento; pode apenas ver que há o vento. Assim, também não se pode ver uma revolução; pode-se apenas ver que há uma revolução.
Quando quer catalogar uma biblioteca, descobrir o sistema solar ou qualquer ninharia desse tipo, (a nossa civilização) usa especialistas. Mas quando deseja realizar qualquer coisa que seja realmente séria, recolhe doze dos homens ordinários que estão por aí. O mesmo foi feito, se me lembro corretamente, pelo Fundador do Cristianismo (Jesus Cristo).
Quanto mais um homem olha p…

Da eternidade do Inferno - Ponto 3 (Final)

No inferno, o que mais se deseja é a morte. “Buscarão os homens a morte e não a encontrarão” (Ap 9,6). Por isso, exclama São Jerônimo. “Ó morte, quão agradável serias àqueles para quem foste tão amarga!”. Disse David que a morte se apascentará com os réprobos (Sl 48,15). E explica-o São Bernardo, acrescentando que, assim como, ao pastar, os rebanhos comem apenas as pontas das ervas e deixam a raiz, assim a morte devora os condenados, mata-os a cada instante e conserva-lhes a vida para continuar a atormentá-los com castigo eterno. De sorte que, diz São Gregório, o réprobo morre continuamente sem morrer nunca. Quando um homem sucumbe de dor, todos têm compaixão dele. Mas o condenado não terá quem dele se compadeça. Estará sempre a morrer de angústia e não encontrará comiseração... O imperador Zenão, sepultado vivo numa masmorra, gritava e pedia que, por piedade, o retirassem dali, mas não o atenderam e, depois, o encontraram morto. As mordeduras que a si mesmo havia feito nos braços, pa…

Da eternidade do Inferno - Ponto 2

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Aquele que entrar uma vez no inferno jamais sairá de lá. A este pensamento o rei David exclamava trêmulo: “Não me trague o abismo, nem o poço feche sobre mim a sua boca” (Sl 68,16). Apenas um réprobo cai naquele poço de tormentos, fecha-se sobre ele a entrada para nunca mais se abrir. No inferno só há porta para entrar e não para sair, disse Eusébio Emiseno; e explicando as palavras do salmista escreve: “O poço não fecha a sua boca, porque se fechará a abertura em cima e se abrirá em baixo para devorar os réprobos”. Enquanto vivo, o pecador pode ter alguma esperança, mas, se a morte o surpreender em pecado, perderá toda a esperança (Pr 11,7). Se os condenados pudessem ao menos embalar-se em alguma enganosa ilusão que aliviasse o seu desespero horrível!... O pobre enfermo, ferido e prostrado em seu leito, desenganado dos médicos, talvez se iluda a respeito de seu estado, pensando que encontre algum médico ou remédio novo que o possa curar. O infeliz delinqüente, condenado à prisão perp…

Da eternidade do Inferno - Ponto 1

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Se o inferno não fosse eterno, não seria inferno. A pena que dura pouco, não é grande pena. Se a um doente se rompe um abscesso ou queima uma ferida, não deixará de sentir dor vivíssima; como, porém, esta dor passa em breve não se pode considerá-la como tormento grave.      Seria, porém, grande suplício, se a intervenção cirúrgica perdurasse semanas ou meses. Quando a dor é intensa, ainda que seja breve, torna-se insuportável. E não apenas as dores, até os prazeres e as diversões, prolongando-se em demasia, um teatro, um concerto, continuando, sem interrupção, durante muitas horas, causaria tédio insofrível. E se durassem um mês, um ano? Que será, pois, no inferno, onde não é música, nem teatro que sempre se ouve, nem leve dor que se padece, nem ligeira ferida ou superficial queimadura de ferro candente que atormenta, mas o conjunto de todos os males, de todas as dores não em tempo limitado, mas por toda a eternidade? (Ap 20,10). Esta eternidade é de fé; não é simples opinião, mas s…