Fazei-me instrumento de vossa paz!

São Francisco de Assis, diante dos Muçulmanos, se ofereceu para uma prova de fogo, pedindo aos sacerdotes muçulmanos que entrassem numa fogueira com ele: "Eu e teus sacerdotes (...)". Pouco se importando com o resultado, a confiança em Deus sempre foi maior.

Às vezes, tenho a nítida impressão de que o que antes era coragem cristã deu lugar a uma espécie de sentimento frouxo, de uma alegria boba, como se nossa fé se resumisse a cantar musiquinhas e fazer dancinhas de roda. Gritando: “Vai bumbum, vai bumbum.” Quem nunca? Esse movimento tem outro nome chama-se "movimento Hippie" e nem de longe pode ser considerado Catolicismo.

A invocação do amor que vemos hoje, o amor a todo o custo, deixou a muito tempo de ser amor, tornou-se um espírito de covardia ao extremo, que faz com que a maioria de nós sequer tenha coragem de dizer a verdade ao próximo (a quem amamos) para não magoá-lo, preferirmos a mentira, para nós mesmos e para o mundo. Mas, nos escondemos atrás da palavra amor para fugir da verdade.

Sei de um Francisco contrariou o mundo, em tudo, inclusive em seu amor por Cristo. Que ouviu um chamado forte em sua alma, um chamado que dizia: “Francisco, restaura minha casa decadente (...).”

Francisco tinha amor pela pobreza em todos os aspectos, mas elevou sua alma a Deus  na busca pelos tesouros do céu, pois a pobreza de alma não é virtude.

Dois anos antes da sua morte, São Francisco retirou-se para o monte Alverne, onde começou um jejum de quarenta dias em honra de São Miguel. Foi aí que, no meio de vigílias e duma incessante oração, ele viu um serafim de asas flamejantes, cujos pés e mãos estavam pregados a uma cruz, ao mesmo tempo que cinco chagas semelhantes as de Jesus, se formavam nos seus pés, mãos e lado; da chaga do lado escorria sangue. Estes estigmas foram, depois, de tal modo bem verificados, que os franciscanos lhe celebraram a memória a partir do século XIV; o Papa Clemente IX, em 1669, estendeu esta festa a toda Igreja. (Missal Romano Quotidiano, Latim-portugues, 1963)
Eis um texto de uma pregação de São Francisco: “Todos aqueles que viram Jesus na Sua carne mas não O viram segundo o Espírito e na Sua Divindade, e que não acreditaram que Ele era realmente o Filho de Deus, são condenados. Também são condenados aqueles que vêem o Santíssimo Sacramento do Corpo de Cristo, que é consagrado sobre o altar com as próprias palavras do Senhor e pelas mãos do sacerdote sob as espécies do pão e do vinho, mas não vêem nelas o Espírito e a Divindade, nem acreditaram que é, na realidade, o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.” Texto Extraído do artigo: S. FRANCISCO DE ASSIS ESTAVA TOTALMENTE EMPENHADO NA CONVERSÃO DAS ALMAS.
Voltando ao inicio do texto, os Muçulmanos não tiveram coragem de entrar na fogueira com São Francisco. E após este colóquio São Francisco foi convidado a permanecer um tempo com o sheik e seus sacerdotes. Ele respondeu a eles: “Se não vão se converter, eu não tenho mais nada a fazer aqui e peço que me deixem ir...”. Sim, porque como ensinou Santo Agostinho, um debate sem a sincera busca pela verdade é inútil, não sei se com essas palavras, mas definitivamente com este mesmo sentido.

A busca incessante de São Francisco pela purificação das almas era grande, muito diferente do que se percebe nos dias de hoje, onde o Francisco que nos apresentam se parece muito mais com um fora da lei revolucionário, e não alguém obediente a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Um trecho da vida do santo demonstra a sua preocupação com a salvação das almas, acima de qualquer outra coisa:
“Uma noite, entrando São Francisco de Assis na pequena Igreja da Porciúncula encontrou-a toda iluminada. Admirado pelo prodígio, avançou de alguns passos, divisando, no meio do côro de anjos, Jesus com a Santíssima Virgem.
– Pede-me o que desejares. - Disse Jesus a Francisco.
– Senhor – respondeu o Santo –, peço-vos que concedais o perdão a todos os fiéis que, arrependidos de seus pecados vierem rezar nesta Igreja.
Jesus concedeu, pela intercessão de Nossa Senhora, o grande privilégio, que foi depois confirmado pelo Papa Honório III. Chama-se atualmente perdão de Assis ou Indulgência da Porciúncula.” (Catecismo Ilustrado de São Pio X)

Em tempos de amplo debate social e preocupação com uma vida melhor, o Santo pode nos ensinar que o sofrimento da terra é uma paga importante para alcançar a vida eterna, e que devemos, acima de tudo buscar agradar a Nosso Senhor. Para alcançar a Paz, somente por intermédio daquele que transmite a verdadeira Paz, Nosso Senhor Jesus Cristo! Fazei-nos Instrumentos da verdade Paz!

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