A quem devemos imitar? - Parte 3

Sexta dificuldade:
João Paulo II presenciou ritos pagãos e ainda aprovou ritos de bruxaria e feitiços que honram o demônio:

– Os fatos: Em 10 de agosto de 1985, durante sua visita pastoral ao Togo (África), foi rezar no bosque sagrado animista. Enquanto chegava a seu posto, o Aveto do bosque sagrado – um ancião consagrado ao culto dos espíritos dos defuntos – começou a invocar os espíritos dos antepassados: “Poder da água, eu te invoco; antepassados ‘Be’, eu vos invoco…” O jornal oficioso do Vaticano comentou que “foi realmente uma homenagem aos antepassados o primeiro gesto feito por João Paulo II ao chegar a Togoville. Foi-lhe entregue uma cabaça cheia de água e de farinha de milho. O Papa a tomou entre as mãos e depois de uma ligeira inclinação espargiu a água ao redor. Fez o mesmo nesta manhã, antes de celebrar a missa”. Isso significa que “a água se compartilha com os antepassados derramando-a na mesma terra que conserva os restos mortais desses e seu espírito”.(25)
Em 2 de fevereiro de 1986, começando sua viagem à Índia, durante a missa maior em Nova Deli, prestou-se a outra cerimônia animista. Em Madras recebeu a cana de açúcar trançada em forma de báculo, que significa a oferenda hindu ao deus carnal, e se lhe impuseram as cinzas sagradas. Três dias antes já tinha recebido na fronte a marca de pó vermelho dos hinduístas, sinal de reconhecimento dos adoradores de Shiva.(26)
Em 4 de fevereiro de 1993, durante sua viagem a Benin (África), reuniu-se com os bruxos vodus e lhes disse: “A Igreja deseja estabelecer relações positivas e construtivas com grupos humanos de credos diferentes com vistas a um enriquecimento recíproco. O Concílio Vaticano II (…) reconheceu que há coisas boas e verdadeiras, sementes do Verbo, nas diferentes tradições religiosas (…). É legítimo sentir-se agradecidos aos anciões do rito vodu que transmitiram o sentido do sagrado, a fé num Deus único e bom, o gosto pela celebração, a estima pela vida moral e a harmonia na sociedade.(27)
Um diário ultralaicista comentava da seguinte forma a viagem: “Em confirmação de uma disponibilidade ao diálogo sem exclusões de nenhum tipo, João Paulo Ii se reunirá com sacerdotes e sacerdotisas do culto vodu, os misteriosos adoradores do “bezerro de ouro” e a serpente Damballah, por ocasião de sua décima viagem africana. O programa, publicado ontem, anuncia uma reunião sua em Cotonú, em Benin, com os adeptos desse antigo culto, que se expressa com sacrifícios de animais, manifestações de magia branca e negra, e desenfreadas danças propiciatórias de bruxos e bruxas. Desde o Benin, através do Oceano, o culto vodu se arraigou sobretudo no Haiti, onde se dança a erótica ‘banca’ (…). Quando têm de dar presentes, os sacerdotes do vodu oferecem objetos contra os malefícios, à vezes pesados, que se deve pendurar na porta da casa. Os mercados de Cotonú estão cheios deles. No dizer de muitos ocidentais, os ‘feitiços’ e os ‘contrafeitiços’ vodu são eficacíssimos”.(28)
Várias vezes manifestou também seu apreço pela religião budista, em razão de “seus altos valores espirituais, tais como a pureza, o desprendimento do coração, o amor à beleza da natureza”.(29)

– Os santos e papas anteriores: O Antigo Testamento condena em inumeráveis lugares a prática da idolatria, pela simples razão de que “todos os deuses das nações [os pagãos] são demônios” (Salmo 95,5). São Paulo dizia: “caríssimos meus, fugi do culto dos ídolos (…); as coisas sacrificadas pelos gentis são sacrificadas aos demônios, e não a Deus. E não quero que tenhais qualquer parte, nem por sombra, com os demônios” (1Cor 10,14-22).
E São João: “Sabemos que somos de Deus, enquanto o mundo todo está sob o maligno, e sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu inteligência para conhecermos o que é verdadeiro; e nós estamos no Verdadeiro, em Seu Filho Jesus Cristo. Ele é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1João 5,19-21).
Por isso os Pontífices condenaram a mais leve participação nos cultos pagãos; assim o Papa Bento XIV (+ 1758) na constituição “Ex quo Singulari” de 1742.
Na época do império romano, milhares de mártires morreram porque não queriam queimar incenso aos deuses pagãos, como por exemplo os Santos Nereu, Aquileu, Domitila, Eufrosina e Teodora (+ século I). São Cipriano (+ 258, Bispo de Cartago) rejeitou associar o culto dos ídolos ao do verdadeiro Deus, e recebeu sua sentença de morte dizendo: “Bendito seja Deus“.

Sétima dificuldade:
João Paulo II convidou as falsas religiões a rezar para seus falsos deuses. Presenciou encontros ecumênicos que levaram as almas a um indiferentismo próprio aos inimigos da Igreja.

– Os fatos: Em várias oportunidades, convidou a encontros com representantes de outras religiões, com o fim de rezar pela paz. Desse modo em 27 de outubro de 1986 teve lugar a primeira reunião de Assis; seguiu outra reunião na mesma cidade em 9 de janeiro de 1993, e uma última em 24 de janeiro de 2002.
 Afirmou que a presença comum dos representantes de várias religiões se fundava “em última análise no mútuo reconhecimento e no respeito recíproco tanto do caminho seguido por cada qual como da religião a que pertence cada um enquanto caminho de acesso a Deus“.(30) Alegrou-se de que rezavam todos “com uma só voz ao Senhor da história pela paz do mundo“.(31)
Essas iniciativas lhe mereceram as felicitações da Maçonaria. Assim a Civiltá Cattolica escreveu: “Os mações da Grande Loja Nacional da França desejam associar-se de todo o coração à oração ecumênica que em 27 de outubro reunirá em Assis, a favor da paz no mundo, responsáveis de todas as religiões“.(32)
O Grande Oriente da Itália lhe manifestou sua completa aprovação: “A sabedoria maçônica estabeleceu que ninguém pode ser iniciado se não crê no Grande Arquiteto do Universo, mas que ninguém pode ser excluído de nossa família por causa do Deus em que crê e do modo em que o honra. A esse interconfessionalismo nosso se deve a excomunhão que Clemente XII fulminou contra nós em 1738. Mas a Igreja se equivocava, certamente, se é verdade que em 27 de outubro de 1986 o pontífice atual congregou em Assis homens de todas as confissões religiosas para rezar juntos pela paz. E que outra coisa iam buscando nossos irmãos senão o amor entre os homens, a tolerância, a defesa da dignidade humana, quando se reuniam nos templos, considerando-se iguais, acima das fés políticas, das fés religiosas e da diferente cor de pele?“(33)

– Os santos e papas anteriores: As reuniões inter-religiosas foram condenadas especialmente pelo Papa Pio XI, porque se fundam na “falsa opinião dos que pensam que todas as religiões são, com pouca diferença, boas e louváveis”. Por isso, “claramente se vê que nem a Sé Apostólica pode de maneira alguma participar em ditos Congressos nem de modo algum podem os católicos favorecer ou cooperar com semelhantes intentos; e, se o fizessem, dariam autoridade a uma falsa religião cristã, totalmente alheia à única e verdadeira Igreja de Cristo“.(34)
Com relação à maçonaria, desde o século XVIII os Papas não se cansaram de denunciar e condenar seus fins anticristãos.

NOTAS:
(25) “L’Osservatore Romano”, 11 de agosto de 1985, citado por “Si Si No No”, págs. 33-34.
(26) Cfr. “Pedro, ¿me amas?”, Editorial Fundação São Pio X (1989), pág. 74.
(27) “L’Osservatore Romano”, 6 de fevereiro de 1993, citado por “Si Si No No”, pág. 41.
(28) “Corriere della Sera” de 17 de janeiro de 1993, citado por “Si Si No No”, págs. 41-42.
(29) Cfr. “Pedro, ¿me amas?”, Editorial Fundação São Pio X (1989), pág. 69.
(30) “L’Osservatore Romano” de 17 de setembro de 1986, citado por “Si Si No No”, pág. 35.
(31) “Ut unum sint!”, 25 de maio de 1995, §76.
(32) 6 de outubro de 1986, citado por “Si Si No No”, pág. 36.
(33) “Hiram”, revista do Grande Oriente de Italia, abril de 1987, citado por “Si Si No No”, págs. 36-37.
(34) Encíclica “Mortalium animos”, de 6 de janeiro de 1928.

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