sexta-feira, 9 de janeiro de 2015



Pastoral dos Adolescentes
Formação de Catequistas Crisma 2004
Tema: Santidade. Não é só para os Sacerdotes.

Um termo muito utilizado hoje, em muitas palestras, momentos de oração, 

creio eu que seja uns dos momentos em que se fala mais se fala aos 
jovens de Santidade, PHN, Vida de Santidade etc., muitas dessas palestras 
tentam mostrar ao jovem que eles podem ser como os Santos, isso mesmo, 
aqueles que estão no altar, famosos como São Bento, São Vicente, São 
Francisco, São Benedito entre outros. Mas vejamos, antes de nos 
aprofudarmos nesse questionamente existem algumas perguntas que nós precisamos 
nos fazer. Por exemplo: Por que temos que ser santos? Por que 
simplesmente nós católicos não continuamos nessa vida desregrada, longe dos 
ensinamentos, e dentro da Igreja e nos contentamos com isso como um jeito de 
quem diz: Eu não preciso ser como Deus! Ou então Jesus é Deus e eu não 
posso me comparar à ele! Ou ainda pior o que eu tenho que ver com isso? 
Para responder a essas e outras perguntas do tipo nós temos qu recorrer 
a um instrumento muito útil...a Bíblia.

Segundo São Pedro na sua primeira carta nós devemos ser santos como nosso Pai do céu é santo,
'Pois eu Sou o Senhor seu Deus, vós vos santificareis e sereis santos, por que eu Sou Santo"(Levitico 11,44). Isso mostra-nos claramente o grau de Santidade que devemos atingir.
Imagine Deus, nós que somos católicos que acreditamos e queremos alcançar a salvação reservada a nós pelo batismo, nós devemos perseguir essa santidade todo tempo, pois se Deus é Santo significa que ele é puro,e umas das coisas que Ele nos ensina é que primeiro devemos ser e só depois devemos pedir para que os sejam.
Essa exigencia nós é feita aos humanos desde o começo dos Tempos, desde de o inicio com Adão, onde cria o homem para o fazer participar de sua graça santificante, como define o catecismo. Depois em Noé quando destrói toda a Humanidade e faz surgir uma nova aliança de Santidade (Pureza).
É estranho pensar nisso, pois, temos um corpo físico que busca a todo o momento se satisfazer de maneira prazerosa, e se pensarmos como pode ser difícil conciliar as duas coisas, desejo físico e santidade espiritual, começaremos a pensar que essa tarefa de ser Santo está um pouco distante de nossa realidade. Veja o peso dessa frase: "Sede Santos pois vosso Pai do Céu é Santo!" , vou colocar aqui algumas barreiras, Deus é Deus e isso já basta, eu não posso me comparar a Deus, nem você também, ele é perfeitíssimo, puríssimo, onipresente, onisciente, sabe tudo, tudo vê, e não possui as minhas fraquezas e inclinações ao pecado, então o que Deus faz mediante a toda essa indagação?
Qual Sua resposta às nossas perguntas?
Uma das brilhantes citações bíblicas foi escrita e ao mesmo tempo a mais rica espiritualmente foi escrita pos São Paulo aos Filipenses:"Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina não se prevaleceu de sua igualdade com Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens."
Nessa fantástica citação, São Paulo nos mostra que Jesus sendo homem como nós, nascido de uma mulher, venceu a morte, o pecado, as fraquezas da carne "O espirito está pronto mas a carne é fraca!"(Mateus 26, 41), as dores que o maltrataram no alto da cruz e durante todo o seu calvário, a solidão foi vencida por Jesus, e mais que isso Ele veio nos dizer que é possível chegarmos ao nosso objetivo inicial que é a Santidade, não importa o quão fracos nós nos sentimos, é possível, e Deus através de Jesus vem nos provar isso.
Muitas vezes pensamos que a santidade é somente para os Sacerdotes, ou para os Bispos, que ela não pode ser implantada na nossa vida e assim vivida, pois bem meus amigos, uma oração
eucarística nos diz assim: "Afim de vencer a morte e reunir um povo Santo em vosso louvor, ele abraçou a morte..." e tem aquele que nós já refletimos, "..sereis santos por que Eu Sou Santo!". Mas vale dizer que para os que creem a Santidade é uma obrigação, para os que não creem uma opção! E exemplos de como devemos viver e alcançar essa santidade e nos tornamos um povo santo, foi nos apresentada através do sangue do mártires, das lágrimas de Santa Mônica(mãe de Santo Agostinho), e na vida dessa multidão de Santos que povoam o Céu e oram incessantemente por nós e pela nossa Igreja, afim de que nós sejamos também Santos e nos associemos aos seus louvores junto com os Anjos cantando glórias e louvores eternamente ao Santo dos Santos.
Finalizo com o desejo de que busquem de todo o coração o amor desse Deus, visto que todos nós acreditamos, e segundo o Catecismo da Igreja Católica: "a razão pela qual nós fomos criados por Deus foi para Adorá-lo e participar da sua graça salvífica"
Serás o nosso Deus e nós seremos o Teu povo, e O adoraremos a Deus de todo o coração e de toda a nossa alma.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O Dia dos Santos Reis - 06 de Janeiro

Bom-dia leitores,

Que cultura maravilhosa é o dia de Santos Reis, que rastro de Santidade deixa em nossos corações.

Estive pensando quantas vezes eu disse que o Brasil é um país que não valoriza sua cultura, que não mantém seus traços de valores.
Recordo-me hoje, neste dia especial no qual é celebrado o dia dos Santos Reis. Quando eu era criança, íamos visitar meus avós no interior da Bahia, íamos para a Roça. A viagem não tinha conforto nem luxo, íamos de ônibus comendo farofa de frango e vomitando quando não estávamos dopados por alguma medicação. As estradas esburacadas derrubavam os potes de farinha a noite, era uma confusão. Meu Deus! Até isso era motivo de risos e de alegria. A bem da verdade é que chorávamos pela demora, 23 a 24 horas de viagem, quando tudo ia bem.

Chegávamos na Cidade de Vitoria da Conquista, mas não era nosso destino final, o destino final ficava ainda a uma hora de carro, me recordo que certa vez fui na caçamba de uma Pampa, e que ansiedade causava no meu coração, que angustia para chegar logo, rever minha família, minhas avós e meus avôs.
No pequeno vilarejo de Itaipu, um povoado a seis quilômetros da Rio-Bahia, aquela paisagem rural, era belíssima. Ruas de terra com plantações de tudo que é possível colher ali desde maracugina, tomates, pinhas, milho, mandiocas e tudo o mais.
O pequeno povoado rodeado de poços e açudes com rochedos tem lá sua beleza embora possua limitações diversas.
Mas o mais animado para mim eram as festas de Reis, a expectativa era grande. O povo se arrumava, tomava banho, cuidava da casa, ajeitava tudo, deixava um dinheiro reservado para os Cantadores de Reis, para ver se eles iam passar.

À noite, era uma farra, passávamos de casa em casa, cantávamos os cantos de Santos Reis, eu nem entendia direito o que estava fazendo, apenas acompanhava a bagunça, mas agora, fiquei pensando, que cultura maravilhosa é o dia de Santos Reis! Que rastro de Santidade deixa em nossos corações! Caminhar a noite toda anunciando o nascimento do Salvador, armados com violões, pandeiros e gaitas, de casa em casa, cantando que Cristo nasceu que finalmente é Natal.

As pessoas todas que eu visitei na casa, eram todas muito humildes, algumas delas pobres mesmo, mas todas davam um dinheirinho, ou pinga, para os cantadores de Reis. Que sinal de humildade! Receber as pessoas em sua casa para ouvir o anúncio do Nascimento de Cristo e depois ainda contribuir com os cantadores para que eles continuem.


Hoje, temos barulho nos nossos ouvidos de fogos, de escapamento de motos, de carros de som com Funk e mais tantas outras promiscuidades. Na mesa não faltam comida, todos andam gordos e ‘colesterosos’ de tanto comer, mas somos incapazes de dedicar um tempo, um valor a anunciar ou mesmo oferecer a quem anuncia uma pequena contribuição.

Lembramos os Reis do oriente que foram até Belém ver o Salvador e em sua volta para casa, anunciaram a todos o nascimento do Rei dos Reis!

sábado, 3 de janeiro de 2015

Ele está no meio de Nós!



Em uma tarde de terça-feira, o Padre Manfred estava preocupado com a grande ventania, as nuvens negras no céu eram prenúncio de uma tempestade que aproximaria. Não passava das duas horas da tarde, mas parecia que já era noite. Carregando seu rosário de madeira nas mãos, Padre Manfred fechou as portas e janelas da pequena Igreja de São Vicente, se voltou para continuar suas orações e aguardar a tempestade desabar sobre a cidade.
Padre Manfred não estava com medo da chuva que estava anunciando, seu temor era a ventania que poderia levar todo o telhado da Igreja. Ele, a menos de um ano havia se tornado Pároco e muito pouco pôde fazer melhorá-la. Era uma época muito difícil, as pessoas não aceitam os ensinamentos de fé e parece que muitas outras opções são mais atraentes aos, então chamados, católicos da cidade. Nesta situação, muito pouco podia ser feito senão rezar a Deus para que a força do Espirito Santo pairasse sobre a cidade e fizesse com que as pessoas se voltassem a tradição e raízes católicas, compreendendo que só assim elas obteriam a salvação.
- Que Deus possa me ajudar pela força do seu Santo Espirito. – Disse olhando para a Cruz o Padre.
Fechado dentro da Igreja, fazendo suas orações em seu quarto e ouvindo agora a chuva cair e o barulho das goteiras por conta da água que passava pelos buracos no telhado, o jovem Padre tentava agora se concentrar em suas orações sem pensar no tanto de trabalho que teria para arrumar toda a bagunça que a chuva causara.
Toca o sino da Igreja, são 15 horas. – A hora da Misericórdia! – Exclamou consigo mesmo o Padre Manfred,pensou mais uma vez na morte de Jesus, relembrando aquele momento de agonia na Cruz. Era muito religioso o Padre e tinha uma fé muito profunda. Inclinado continuava suas orações e um barulho estranho em meio a tantos outros começa a incomodá-lo. O Padre tenta não se distrair mas o barulho começa a ficar cada vez mais alto e rítmico, parece que alguém esta chamando e batendo a porta.
- Talvez seja o vento, quem viria a Igreja em um dia com tanta chuva? – Perguntou a si mesmo, talvez perguntando também para Deus. O Padre já estava desanimando daquela região  e imaginando que havia deveria ser transferido para outro lugar, no ultimo domingo, vieram a sua celebração umas poucas pessoas, todas Senhoras, e os dois jovens que vieram com suas avós permaneceram o tempo todo fora da Igreja como se fossem queimar ao passar pela porta. Estava sendo realmente um chamado muito difícil.
O barulho continuava, e ele então deixou as orações de lado e saiu de seu pequeno quarto tentado ouvir de onde vinha o som. Depois de procurar, não havia mais duvida, era de fato uma pessoa batendo à porta do lado de fora e chamando praticamente à chorar. O Padre se apressou, ficou preocupado com a pessoa, talvez precisasse de ajuda ou estivesse em perigo, abriu a porta e não viu ninguém. Procurou, procurou e não achou ninguém, quando olhou para baixo, há alguns metros da porta da Igreja,podia ver com muita dificuldade uma pessoa deitada no chão no meio da rua.Chovia muito e era difícil de identificar do que se tratava. O Padre correu nomeio da chuva, se aproximou da pessoa e viu que se tratava de uma criança.
Ele se apressou, pegou a criança nos braços e levou para dentro da Igreja. Examinou a criança enquanto rezava para que ela estivesse com vida.
- Está vivo, Graças a Deus! –Agradeceu a Deus com essas palavras, enquanto procurava uma toalha e roupas para a criança, era um menino e estava muito gelado.
Ficou um pouco preocupado, pois não tinha roupas que servissem àquele garoto, e também dispunha de poucos recursos para cuidar dele ali. Tentou fazer o melhor que pode com o pouco que tinha. Secou o garoto, cuidou dele, trocou suas roupas e fez um chá quente para si mesmo e para o garoto quando acordasse.
Instalou na cozinha um velho sofá que tinha para que o garoto pudesse ficar quente, voltou a ficar preocupado e verificou se o garoto estava com febre, concluiu que não.
Tomou seu chá enquanto aguardava o garoto, adormeceu assistindo o garoto dormir e se assustou no cochilo quando o garoto despertou assustado perguntando onde estava.
- Está tudo bem, você está na cozinha da Igreja, eu sou o Padre Manfred, você bateu na porta a cerca de uma hora mais ou menos e eu retirei você da chuva. Troquei suas roupas por essas que você está usando e fiz um pouco de chá. Beba, você vai ficar melhor. Como é seu nome? – perguntou o Padre tentando saber mais do garoto.
- Miguel. Tenho muito medo! – Foia única coisa que o garoto falou.
- Não precisa ficar com medo,Miguel, “Quem como Deus?”, depois vamos conversar e ver como podemos fazer para você voltar para casa, mas a chuva precisa passar primeiro. Não precisa ficar com medo de mim.
- Não tenho medo de você, tenho medo dos pesadelos que tenho. Vejo muitas coisas. – Disse o menino bebendo o chá aos poucos.
- Pesadelos são apenas pensamentos ruins e imagens que passam pela nossa cabeça, aos poucos se desfazem e vão embora. – disse o Padre.
- Tenho pesadelos o tempo todo Padre, vejo coisas muito ruins. – Disse o garoto para o Padre.
O Padre começou a imagina que o garoto não era muito normal, dadas todas as circunstancias que o garoto aparecera, no meio da chuva e agora com esse papo de ver coisas ruins. Ele tentou apenas acalmar o garoto e pensou que devia descobrir quem eram seus pais para então liberar ele para ir para casa. De toda forma ainda chovia muito  e não poderia fazer muito agora.
- E como são esses “pesadelos”que você tem Miguel, que tipo de coisas você sonha? – perguntou o Padre meio incrédulo.
- São como monstros Padre, eles ficam me rondando tentando fazer mal, e vejo eles em outras pessoas também.Tentando prejudicar elas. – Afirmou o garoto com os olhos fixos na Janela.
- E você os vê agora aqui comigo?– Perguntou o Padre tentando testar o garoto.
O garoto muito sereno, olhou ao redor e fez que não com a cabeça. O Padre então disse: - Viu só, pesadelos são apenas sonhos ruins que temos, Não precisa se preocupar. – Afirmou novamente o Padre.
- Mas eu posso vê-los neste momento na Janela Padre e eles estão tentando entrar aqui. – Falou o garoto dessa vez olhando fixamente para os olhos do Padre.
O Padre fez um sinal da Cruz e repetiu baixinho: Valei-nos nossa Senhora e são Miguel Arcanjo!
Nesse momento o garoto sorriu.




Nota Importante: Este texto é uma história de ficção e qualquer associação ou semelhança com a realidade é mera coincidência. 

The Boy who met Jesus ! - "O Garoto que encontrou Jesus"

The boy who met Jesus simplesmente deu outra dimensão a minha fé. 

Há muito tempo não lia livros, de qualquer espécie, o único livro o qual tenho lido ultimamente é a Bíblia, o que em si só já constitui grande desafio. Porém, me vi incitado a buscar o livro chamado The boy who met Jesus. Em uma tradução livre poderíamos dizer "O garoto que encontrou Jesus".

Este livro, The boy who met Jesus simplesmente deu outra dimensão a minha fé por diversas razões, sem me importar com as limitações de tempo, de idioma, de crenças, ou seja lá o que for que poderiam acontecer durante a leitura deste livro. 

Uma das razões é a mudança em minha visão em relação ao que pensava sobre a vida nesta terra e o plano de Deus para minha vida, me fez compreender de uma maneira muito profunda o quão distante eu estava de meu Deus e do meu amor por Jesus.

Depois, os desafios para obter o livro constituíram por si só um grande ensinamento pelas dificuldades para que ele chegasse a minha casa. O impulso para ler a experiencia do garoto de Kibeho e poder aprender com ela, me fizeram inclusive não me importar com o idioma que o livro está escrito, assim obtive a versão do livro em Inglês e para minha surpresa conclui a leitura em três dias. Thank you Lord!


A experiencia no livro foi tão profunda que decidi avançar no estudo de outros idiomas e agora vou começar a estudar Italiano.

A partir das experiencias narradas no livro intensifiquei meu amor e respeito por Nossa Senhora Mãe de Deus, e agora tornou-se mandatório rezar diariamente o terço, pelo menos!

Finalmente, os aviso do próprio Jesus a respeito do Final dos Tempos, me fizeram realmente acreditar que o retorno ao amor a Ele incondicionalmente é importantíssimo para os últimos dias que estão por vir.

Recomendo que todo aquele que puder leia, seja a versão em inglês, seja em português, seja no idioma que for, que leia, pois são mensagens muito profundas que certamente o farão meditar em sua caminhada sobre a Terra.

E que todos possam ser alcançados pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Sua Santíssima Mãe Maria.

Informações sobre o Livro:

Título Original: The Boy who Met Jesus
Editora: Hay House, 2011
Autor: Immaculée Ilibagiza


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