Cerco de Jericó - Pregação dia 01/Dez/2015


Ele é Moisés
Ele nasceu, foi colocado em um cesto, cresceu em meio a riqueza e ao luxo, mas elas não fizeram com que ele fosse feliz.
Se voltou para seu povo, abandonou a vida que levava. A boa vida que levava! Ouviu a voz de Deus, foi visitado pelo próprio Deus, e Deus veio dizer a ele: Tire a sandália dos pés pois o lugar onde estás é santo. (Êxodo 3,5).
Foi chamado, convocado a uma missão para a qual disse sim. Tinha limitações e medo, mas não se fez de regado. A cada pedido de Deus dizia: Sim e seguia para servi-lo.
Acontecia que os israelitas eram escravos na terra do Egito e esta escravidão era percebida, sentida e chorada por Deus. O povo Hebreu tinha menos valor para o Faraó do que os animais, os quais eram considerados sagrados.
Deus quer todos os seus filhos livres, livres para adorá-lo! Moisés foi convocado para o resgate dos israelitas e disse sim. Deus nos quer livres, Deus quer nos libertar. Louvado seja Ele.
Foi por meio da intercessão de Moisés a Deus, as águas do Mar Vermelho se abriram e formaram um muro a direita e a esquerda dos filhos de Deus. (Êxodo 14, 29) Pois Deus tem cuidado do seu povo.
Os tempos em que vivemos atualmente, também nos apresentam dificuldades, um sentimento de derrotismo, de que tudo está errado, uma sensação de que nada vai dar certo. As vezes, chegamos a pensar que o mal sempre vence, que o certo é fazer errado. Que o bom é ser ruim. 
Deixemos disso, pela graça de Deus, não nos esqueçamos que no céu existe um Deus, que está a nos esperar. Que tem enviado seus anjos a lutar conosco. Moisés segue sua caminhada, para quarenta anos no deserto, lá encontra muitos desafios, dificuldades, dores, cansaço, magoas, desilusões.
A cada momento de dificuldade, Moisés olhava para o alto, subia à montanha, e pedia a Deus que o orientasse, por qual direção seguir. O deserto representa para nós um lugar de aridez, que nos remete a dificuldade, solidão, tristeza. Quantas vezes nos sentimos assim? Mas devemos confiar em Deus e seguir em frente. A caminho do céu. Para que nossa alma não se perca.
Foi Moisés quem recebeu do próprio Deus a placa dos Dez Mandamentos. Com dez condições para se chegar ao céu. Deus condições para fazermos a vontade de Deus.
No combate contra Amalec (Exodo 17, 8 - 16), Moisés nos mostrou como fazer para vencer as batalhas. Ele, mais uma vez subiu ao topo da Colina, ergues os braços ao Céu e pediu a Deus que ajudasse a vencer os inimigos. Cada vez que os braços de Moisés se erguiam, o exercito de Josué (seu companheiro) vencia. Cada vez que seus braços baixavam, o exercito de Amalec era quem levava vantagem. Foi necessário que Aarão e Hur segurassem seus braços erguidos ao céu para que se mantivessem vencendo. 
É importante que nos nossos momentos de dificuldade, nas piores batalhas, levantemos as mãos para o céu e peçamos a Deus sua ajuda poderosa. A história de Mois
E foi o valente Josué quem se mantinha a frente dos combates.

O chamado de Josué. Josué 1, 1-9
Eram tempos difíceis aqueles. O povo israelita somava um total de seiscentas mil pessoas. Como um homem poderia liderar tamanho numero de pessoas?
Mas existia um jovem, seu nome era Josué, o admirável Josué. O próprio Deus o ungiu para conduzir Seu povo a terra prometida. E Deus pediu a Josué que fosse firme e corajoso pois faria o povo herdar a terra prometida aos pais. (Josué 1, 6)
E Josué abraçou a missão, e fez tudo de acordo com que Deus mandara. Deus dera a Josué uma força para a liderança, e sua capacidade de prever as situações difíceis faziam com que ele confiasse cada vez mais em Deus.
O povo Hebreu foi então digno de assentar-se em Terras sob a liderança de Josué. E Deus o abençoava, por sua retidão. À sua frente, lutavam os anjos de Deus, e os auxiliavam nos combates.
A pedido de Josué, Deus concedeu o especial favor de parar o Sol para que vencesse um combate (Josué 10, 13). 
As conquistas descritas no Livro de Josué demonstram sua grandeza e graça diante dos olhos de Deus, foi sob os cuidados de Josué que aconteceu a primeira partilha das terras entre as tribos existentes de Israel. 
Josué morreu com a idade de 110 anos mas durante todo o tempo em que esteve sob o comando do povo Israelita, os israelitas fizeram a vontade de Deus e o serviram, por conta disto é tudo é que Josué encontrou graça diante aos olhos de Deus.
Ele lutou guerras, venceu combates, mas em tudo manteve seu espirito firme e continuou em frente pois sabia que Deus estava com ele. Possamos também nós, meditando este cerco de Jericó, pensarmos sob como devemos confiar em Deus.
Sabemos que a situação em que nosso pais se encontra é praticamente um estado de sitio, fomos sitiados por um bando de saqueadores que estão espoliando mais que nosso dinheiro, nosso sentimento de coragem e de força. 
Que este cerco de Jericó nos ajude a derrubar todas as muralhas que atrapalham a nossa fé e que sobretudo nos ajude a chegar a nossa meta final que é o reino dos Céus com Jesus.
Façamos também, neste ano da misericórdia que se inicia, orações pelo Santo Papa para que ele possa se manter firme na caridade, na fé, na esperança, forte e corajoso contra um mundo que cada vez mais tenta impor a nós valores imorais.
Que Deus nos abençoe!

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