Bronca de Nossa Senhora

É necessário entender que nós céus não há lugar para discórdia, desentendimentos ou desamor. 
Nossa Senhora veio me pedir pessoalmente que, pare de brigar ainda que por ela, e devote minha vida para espalhar sua mensagem de amor e paz a todos.


"Eu havia acabado de chegar de um retiro para Pregadores ano passado e pensava ter entendido minha vocação como uma pessoa que prega o Evangelho. Lá pela Quinta-feira depois do retiro, tive uma reunião com uns irmãos de comunidade e como já era tarde, quando fui me deitar, comecei minhas orações antes de dormir.
Eis que percebi acima da minha cama uma presença diferente, no meios das ave-marias que eu rezava, eis que a própria senhora veio até mim e disse que precisa me mostrar algumas coisas.
Fiquei assustado e muito pouco confortável na presença de Maria. Para ser muito sincero, eu como católico era mais para um protestante. Muitas vezes, como outras pessoas eu disse que quem faz milagre é Deus, que Maria tem um papel secundário nas atividades celestes e que não devemos a ela o devido respeito visto que ela não é Deus.
Agora que ela estava ali, fiquei sem fala diante da presença dela. A presença dela foi como entrar no céu, não tinha mais nada para fazer, sentir ou falar, era muito bom estar ali, dava muita vontade de abraça-la e ficar para sempre agarrado a ela. Como um filho deseja estar com sua mãe.
Mas neste dia, ela queria me mostrar certas coisas que segundo ela, eu precisava ver. 

Primeira coisa que eu precisava ver

A primeira coisa que ela me mostrou foi o dia em que ela foi visitar a prima Santa Isabel. Nossa Senhora me chamou atenção para alguns detalhes que haviam me escapado na leitura bíblica, ela me pediu para reparar  na decoração da casa, na cor das roupas, na forma dos braços muito fortes tanto dela quanto de Santa Isabel. As duas mulheres gravidas estavam cuidando da casa, das roupas, do enxoval de João Batista que estava para chegar. E me chamou a atenção que nenhuma das duas era como uma boneca, elas pareciam muito como essas mulheres da roça, que caminham quilômetros com balde d'água na cabeça, que carregam feixes de lenha. Que tem as pernas fortes e os pés cascudos de caminhar no chão duro com uma modesta sandália e muitas vezes descalça. Esse foi o primeiro cenário que Nossa Senhora me levou a enxergar naquele dia.

Segundo coisa que eu precisava ver

O segundo cenário que Nossa Senhora me mostrou foi o retorno dela para sua própria casa, caminhando a pé por alguns quilômetros, nesse dia já estava grávida de Jesus. E ela me pediu que eu a acompanhasse. Quando chegamos em sua casa, não havia uma faxineira ali para limpar tudo e tampouco São José, seu esposo, estava ali. Ela tratou de aprontar a arrumação da casa, cuidar da casa, da louça, das roupas, da comida. Ela mesmo se encarregou de cuidar de tudo, segundo ela me mostrava. E tive a conclusão de que ela realmente queria me mostrar como era resistente, e independente. 

Terceira coisa que eu precisava ver

Nossa Senhora, a pedido do Anjo do Senhor, teve que sair de Jerusalém e ir para Belém. Já nos dias de ganhar o bebê. Montada em um jumentinho, por um longo trecho. São José estava junto com ela. Não vi muita coisa nesses dias, só vi ela partindo montada no jumentinho. Pude lembrar do dia que minha mulher foi dar a luz à nossa filha, eu tinha que dirigir com cuidado por conta das contrações, dificil hoje, nas estradas de São Paulo, tão esburacadas, imagine no lombo de um jumento, nas montanhas e no deserto...

Quarta coisa que eu precisa ver

Nossa Senhora me mostrou que muitas vezes ela ficou sozinha em casa, angustiada pensando no filho, pensando que a qualquer momento ele poderia ser morto. Ela se mantinha firme, orando a Deus e confiando. Passou por tudo muito calada. Por isso muitos a chamam de a Virgem do Silencio. 

Quinta coisa que eu precisa ver 
Nossa Senhora me levou aos pés da Cruz, naquele dia triste, ela aos Pés de Jesus morto, sofrendo. Eu não pude ver a Cruz ou Jesus morto, eu só pude ver a ela, como ela se comportou aos pés da Cruz ao ver seu filho morto. Não foi como eu pensava. Ela não estava se descabelando de chorar ou gritando e blasfemando, a atitude contemplativa, embora sofresse se mantinham em seu semblante. Me chamava atenção a roupa suja, os braços e pés muito fortes. Resistentes. Era uma mulher bonita, mas não era fraca. 

Ao fim de tudo isso, ela me chamou e disse: - Você viu tudo isso? Eu queria que você visse isso para te pedir que pare de brigar, que pare de entrar em confusões, que pare de tentar me defender ou de defender a Igreja. Eu sou forte, sou resistente, não preciso que você brigue por mim. E mais uma coisa que eu preciso te dizer, se você continuar com isso, você vai acabar morrendo, sua vida será posta em jogo por que todo esse ódio e rancor não são coisas que no céu queremos. 
Não precisa me defender, eu sou forte! Essa roupinha azul e branca que colocaram em mim, ficou muito bonita, e eu gosto muito que vistam as imagens assim, mas eu gosto muito do vermelho também, embora poucas vezes usem para se referir a mim.

Defenda sua fé, continue acreditando no que você acredita, mas sobretudo, acredite em nossa mensagem de amor. 

Eu sabia bem a que Nossa Senhora se referia, e de certa forma ela foi ali me chamar atenção e me pedir que não atacasse mais aos protestantes ou a quem quer que seja, ainda que falasse mal dela, ainda que agredissem a ela, ela não precisava de mim para defende-la, ela não precisa que briguemos por ela, que travemos guerras e batalhas sobre o nome dela. Ela apenas não precisa.
Desde aquele dia, eu deixei de fazer qualquer critica ou ataque direto a Evangélicos, Pentecostais ou qualquer outro tipo de crença. E tenho me controlado muito para não faze-lo. Mas tenho sido obediente aos pedidos da mãe. Coloquei a foto da Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe porque é uma das poucas imagens que mostra Nossa Senhora vestida de Vermelho.
Saudade daquele dia que pude dormir nos braços de Nossa Senhora!."

Desde dia para cá, comecei a estudar verdadeiramente as aparições de Nossa Senhora e sua participação na história da Salvação, só quando nos abrimos para sua presença e quando excluímos nossas barreiras, percebemos que Maria é muito mais importante do que realmente podemos sequer compreender, e por meio dela é que conseguiremos alcançar o Reino dos Céus.

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