Ele está no meio de nós - Sexta Parte

Após as informações e esclarecimentos do Doutor Marcelo, O Padre Manfred se viu na obrigação de buscar informações sobre a familia do garoto. Não importa o que tenha acontecido, ele deveria descobrir se aquela história era verdadeira ou se tudo não passava de uma invenção mental criada pelo jovem com o objetivo de se proteger de algum trauma.


Ainda assim, o Doutor emitiu algumas guias para que exames fossem realizados no garoto com o intuito de certificar realmente que não encontrariam nenhum 
problema.

Absorvido em seus pensamentos, o Padre sequer se lembrava de que o garoto estava em sua companhia. Ele, tampouco, estava habituado a ter uma pessoa ao seu lado, sempre viveu bastante sozinho, desde que iniciou sua formação eclesiástica. E as pessoas que volta e meia estavam ao seu redor, era pessoas que viam buscavam o que precisavam e depois voltavam para as suas casas deixando-o sozinho. A principio, ele estranhou essa vida solitária, depois de algum tempo passou a se acostumar aos momentos de solidão em que podia dedicar-se mais à oração e a adoração de Deus.

Olhou para o relógio e conferiu as horas, eram quase 11 horas, lembrou que deveria retornar à Paroquia e dar seguimento a algumas atividades costumeiras.
Já havia estado no hospital com Miguel, os exames foram realizados e agora deveria esperar os resultados. 

Miguel foi igualmente estranho no hospital, parecia ver assombrações por todos os lugares, o Padre se entristecia de ver aquela pobre alma perturbada daquela maneira. Mas, como não se tratavam de um problema físico, só restava levar o menino a um psicologo, e esperava que este outro pudessem ajuda-lo.

O Padre também ligou para a policia da região e pediu ajuda, solicitou ao delegado que fizesse um favor especial e que verificasse o relato da criança a respeito de uma família que foi assassinada dentro de sua própria casa e que a unica pessoa sobrevivente havia sido uma criança. 

Com muita misericórdia no coração o Padre começou a rezar para que uma melhor sorte encontrasse o garoto do contrário ele iria ficar em algum orfanato. 

Nesse momento Miguel olhou para o Padre e disse: 
- Senhor, Deus age de maneiras misteriosas mas nunca errou em seus preceitos, Ele sempre sabe o que faz. - As palavras saiam da boca do garoto como se fossem uma resposta a todos os pensamentos que vinham povoando o pensamento do sacerdote naquele momento. Ele apenas consentiu sem nada dizer.

Já dentro do carro e de volta para sua Paróquia, o Padre Manfred tratou de informar ao menino de suas ocupações:

- Esta tarde eu tenho algumas coisas para fazer e preciso que você se comporte Miguel. Você vai almoçar comigo e vou deixar você dentro da Igreja tanto quanto possível. A noite teremos a missa e tudo precisa estar pronto. 

- Tudo bem Senhor. - Respondeu o menino.
- Você pode me chamar de Padre. É assim que todos me chamam. - Pediu o Sacerdote. 
- O que é um Padre? - Perguntou o menino.

Enquanto voltavam, o Padre iniciou uma longa explicação sobre o que um Sacerdote de Cristo faz, como se tornou um sacerdote etc. Miguel olhava para ele com atenção, mas não entendeu muito bem do que se tratava, ao final de todas as explicações apenas disse.

- Ta bom Padre! - 

Fim da sexta parte.







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