Aos pés de Jesus

Era por volta das 15 horas da tarde, uma escuridão incomum cobria toda a Terra, por alguns minutos tremores tomaram conta de toda superfície onde eles estavam, os passaram cessaram seu canto, o ar estava como que paralisado, sufocava, era difícil respirar. Sangue, suor, água, lágrimas e areia por toda a parte. O cenário era desolador. O cheiro de morte embrulhava os estômagos, o que havia se passado era tão irreal que aqueles que ali estavam ainda não puderem crer. Ele se foi...
Ao Seu lado, outras duas pessoas também haviam perdido a vida. Aos pés das cruzes no alto daquela colina, quatro pessoas permaneceram inertes ao que havia ocorrido. Maria, sua irmã, Maria de Cléofas, Maria Madalena e João.
Quase dois mil anos depois, 17 de maio, eram seis e meia da manha, o ar estava frio, uma brisa gelada passava no seu rosto, quase cortante, ele caminhava sem direção em meio às milhares de pessoas que já se encontravam a li. De algum lugar, uma musica surgia, ele conhecia a melodia, embora não conseguisse distinguir de tão longe. Continuou caminhando, meio atordoado pela noite mal dormida. A musica o atraia mesmo de longe, a uma distancia de quinhentos metros, continuou caminhando, a medida que se aproximava sentia dentro de si maior alegria, e quanto mais próximo, maior o desejo de se aproximar.
Após alguns minutos descobriu de onde o som vinha, ele vinha do meio de uma tenda montada exclusivamente para a adoração de Jesus Cristo eucarístico. A bela melodia, já conhecida, era tocada por uma jovem, que com seu violão, no meio da manhã, quase de madrugada, aos pés de Jesus sacramentado ela cantava: “Só por ti Jesus, quero me consumir como vela que queima no altar...”.
A cena era belíssima, remontava um momento muito distante, que ocorrera a dois mil anos atrás, quando um punhado de pessoas se juntou aos pés da cruz de Jesus, uns choraram, outros ficaram em silencio, e esta cena se repete cada vez, quando as pessoas têm a coragem e a vontade de se ajoelhar aos pés de Jesus, adorar a ele, chorar por ele.
As placas espalhadas mostravam que o momento de adoração começou às duas horas da manha, equipes se revezavam a cada hora, de forma que a adoração a Jesus eucarístico continuaria ininterrupta por 16 horas seguidas. Os jovens as vezes não sabem, com alguma frequência se esquecem de que ele  alegram ao coração de Deus cada vez que se lembram dele, se inclinam sobre o joelho e se colocam para adora-lo. Adora-lo em Espirito e em verdade.
Jovens aos pés de Jesus, adorando em espírito e em verdade, não mais lamentando sua morte, mas adorando e bendizendo pela certeza de sua ressurreição e vida, derramando-se de amor por Ele, como um rio que se entrega ao mar.

Convidamos a todos os jovens que neste ano, se aproximem do Corpo de Jesus e que possam dedicar a Ele momentos de adoração e de entrega verdadeiras, certos de que nossas vidas somente serão completadas no momento em que nos inclinamos para adorar nosso Senhor Jesus.

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