Ele está no meio de nós - Terceira Parte!


Ele está no meio de nós!

O Padre Manfred acordou, era ainda muito cedo. Por volta das cinco e meia da manhã. Deitado na cama, seu primeiro pensamento foi de fazer suas orações como de costume. 
Levantou-se, quase tinha se esquecido de tudo o que acontecera no dia anterior, por uma fração de segundos imaginou que tudo teria sido parte de um sonho. No entanto, assim que acendeu a luz da pequena Igreja, pode observar de onde estava o garoto dormindo exatamente onde ele o havia deixado na noite anterior. Dentro de si, um pensamento lhe ocorreu: "Preciso rezar também por esse jovenzinho, para que Deus me dê o direcionamento necessário".
Se ajoelhou dentro da pequena capela e começou sua sequencia de orações que levariam aproximadamente meia-hora. 

Após as orações, o Padre se dirigiu para a cozinha, para preparar o café para ele e para o novo hospede. Quando se levantou da Capela deu de cara com o garoto sentado e olhando para ele. Tomou um susto.

- Não se assuste Padre! - Disse o garoto com uma voz firme. - Estava vendo o que o Senhor estava fazendo. É um momento muito forte esse que o Senhor tem.
- São as minhas orações do dia. - Ele respondeu em tom natural. - Com o tempo você se acostuma com elas.
- Mesmo acostumado a elas, a luz que brilha a seu redor é muito intensa quando está a rezar. - disse o menino muito sério.
O Padre não estendeu a conversa, não se sentia confortável com a forma como aquele garoto falava de certas coisas.
- Está com fome? - perguntou ele mudando de assunto.
- Sim. Muita, parece que não como há alguns anos. - Respondeu o menino sinceramente.
O Padre sorriu e pediu a ele que se senta-se, sugeriu que também ele fizesse algumas orações e que depois tomariam o café para ir a alguns lugares.
Assim foi feito, algum silencio se ouviu por algum tempo, enquanto o Padre preparava a refeição e o menino orava. 

Após a refeição, o Padre trocou a roupa e colocou algo que ele pensava ser a roupa de "sair". Tinha que se vestir para sair na rua. Uma roupa um pouco mais clerical, todavia o garoto continuava com aquela roupinha que ele havia improvisado no dia anterior.

- Vamos nos preparar para sair Miguel, vamos ter um dia cheio pela frente e temos que descobrir de onde você veio e quem são os responsáveis por você. - avisou o Padre.

O garoto estava apavorado com a ideia de sair de dentro da igreja, tentou de toda forma se esquivar daquela conversa.
Rapidamente o Padre estava pronto e se dirigiu para a porta com as chaves nas mãos, e com as chaves do carro que os levaria pela sua jornada do dia.

O garoto não moveu um só passo. 

- Vamos Miguel, precisamos sair. - Ele chamou.
- Não posso, aqueles monstros estão querendo me pegar. - O menino falou assustado com os olhos fixos na porta da igreja.
- Venha Miguel, não existem monstros. - O Padre falou virando os olhos para cima com uma certa impaciência. 
- Mas eu não posso, eles estão todos ai na Porta e eu não posso sair. - O menino estava apavorado.

O Padre saiu da igreja para mostrar ao garoto que não tinha problema em sair da Igreja e que nada iria acontecer a ele, e o menino pode ver que nada estava acontecendo ao Padre, que o Padre estava seguro. Todavia, ele não estava certo de que estaria tão seguro quanto o Padre se se arriscasse a sair. 
Ficaram os dois ali, inertes por um tempo, o Padre pensando o que poderia fazer e o garoto sem se mover. O Padre não gostaria de demonstrar falta de paciência, nem estava em seu coração este comportamento, entretanto, eles não poderiam ficar aprisionados dentro daquela igreja por medo de fantasmas ou monstros imaginários. 

- Venha Miguel, me de sua mão e vamos comigo, tenho certeza que comigo esses monstros não irão pegar você. - Afirmou o Padre se aproximando. 

O menino se animou um pouco com a proposta, no entanto, quando estavam para sair da Igreja eis que o menino voltou violentamente para dentro quase derrubando o Padre e se atirando para ao chão com toda forma. O garoto se levantou e correu para dentro e gritou que não sairia mais.

O Padre ficou frustrado que sua tentativa dera errado e voltou para conversar com o garoto, pensando uma forma de fazer com que ele tenha coragem para sair. 

Ele se lembrou que carregava consigo uma objeto sagrada no bolso, um rosário que havia sido abençoado pelo Papa na ocasião de sua ida ao Vaticano. E resolveu utilizar aquele objeto como forma de demover o menino do seu medo.

Ele se achegou ao garoto, que estava acoado em um canto com muito medo e disse: 
- Ei garoto venha cá. - Falou o Padre suavemente.
- Não posso sair daqui. - Eles querem me pegar.
- Eu sei, já entendi. - O Padre estava agora se acalmando e entendendo que o garoto realmente tinha um problema, talvez síndrome do panico.
- Veja isso aqui. - Ele pegou o rosário no bolso e mostrou ao garoto. - Vê este rosário? 
Miguel olhou para o rosário mas o que ele via era um objeto iluminado. Não conseguia entender porque.
- Sim estou vendo. - Falou Miguel assustado.
- Pois bem Miguel, esse rosário foi dado para mim pelo Papa, ele abençoou antes de me dar de presente, ele me disse que ia ser muito útil na luta contra as forças do mal. Gostaria que você segurasse ele para mim e que com ele você irá poder sair de dentro da Igreja sem problemas. - Falou o Padre.

- Mas como se usa isso? - Perguntou o menino.
- Pense que para você ele vai funcionar como uma especie de espada ou arma contra o mal. Depois vou ensinar a você a rezar com ele e ele se tornará uma arma muito mais eficaz. Com este rosário, nenhum mal poderá atingi-lo.

Miguel estava muito assustado mas pegou o rosário nas mãos. Estava ainda muito apavorado, mas resolveu experimentar.

- Posso fazer um teste? - Perguntou ele com uma inocência típica de criança.
- Claro que você pode! - Respondeu o Padre.

O menino pegou o rosário foi para a porta e começou a apontar para todos os lados como se estivesse louco. O Padre atras dele o tempo todo, os dois estavam andando muito lentamente.

Aos poucos e de uma forma muito estranha, os dois sairão da casa e Miguel ficava apontando o rosário ora para a esquerda, ora para a direita sem parar. Estava assustado, mas percebia que bastava apontar aquele objeto para as coisas que ele via que tudo ficava bem.

E assim os dois entraram no carro e seguiram seu trajeto...

Nota Importante: Este texto é uma história de ficção e qualquer associação ou semelhança com a realidade é mera coincidência. 

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